Depressão Geriátrica: Os Benefícios do Teste Genético no Tratamento

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Depressão Geriátrica: Os Benefícios do Teste Genético no Tratamento

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Quando pensamos e debatemos a depressão, sempre nos vêm à cabeça a imagem de pessoas jovens e adultas e acabamos nos esquecendo de uma importante variante da doença: a depressão geriátrica.

Depressão em idosos pode representar desafios no diagnóstico e tratamento

A depressão afeta pessoas idosas de maneira diferente dos mais jovens e pode estar interligada com outras doenças que mascaram sua gravidade. Ela também dura mais tempo em pessoas com idade avançada e leva mais tempo para tratar.

A AAGP, Associação Americana de Psiquiatria Geriátrica, está prestes a completar 40 anos e, durante este tempo, houve muitos avanços no tratamento da depressão geriátrica, incluindo a farmacogenética.

Farmacogenética é um passo fundamental para a frente

Ferramentas de farmacogenética (como o Teste Genético da GnTech) usam o DNA do paciente para indicar qual o medicamento que deve otimizar o seu tratamento. O Jornal Americano da Psiquiatria Geriátrica da AAGP apoia o uso do teste no tratamento da depressão.

E dois dos maiores desafios para idosos com depressão podem ser ajudados pelo Teste Genético: a comorbidade e a polifarmácia.

O que é comorbidade?

Comorbidade é quando os idosos recebem medicamentos antidepressivos abaixo do ideal em doses incorretas. Condições como demência, problemas cardiovasculares, diabetes e doença de parkinson podem piorar.

E polifarmácia?

É quando muitos idosos tomam inúmeros medicamentos para uma variedade de condições. Misturar medicamentos pode gerar consequências imprevistas. Os resultados do Teste Genético da GnTech ajudam os médicos a evitarem a prescrição de remédios errados.

Há também outras ferramentas para tomada de decisão terapêutica

Cetamina

A cetamina foi aprovada para uso em 1970 como anestésico médico. Embora não seja aprovado ainda pelo FDA, nem pela Anvisa, como um tratamento de depressão, há um crescente corpo de evidências apoiando seu uso em casos difíceis de tratar.

Por exemplo, os resultados do primeiro ensaio clínico randomizado (ECR) avaliando os efeitos e a segurança da cetamina em pacientes idosos foram publicados no American Journal of Geriatric Psychiatry. O estudo avaliou a dosagem de cada paciente para maximizar os benefícios e minimizar os efeitos colaterais.

Terapia eletroconvulsiva

A eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada para adultos mais velhos que sofrem de depressão grave e/ou efeitos colaterais debilitantes.

Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva

Os médicos que usam a estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) aplicam ímãs no couro cabeludo para estimular o cérebro. A EMTr é frequentemente vista como complementar à ECT devido à falta de efeitos colaterais cognitivos.

Por fim, embora o tratamento da depressão para idosos tenha mudado ao longo dos anos, ainda há muito trabalho a ser feito – incluindo testes e adaptação de tratamentos especificamente para idosos.

É cada vez mais claro, porém, os perigos que este transtorno pode causar que o paciente precisa de tratamento qualificado.

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