Parkinson: estudo acredita que distúrbio pode ter início fora do cérebro

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Parkinson: estudo acredita que distúrbio pode ter início fora do cérebro

mal de parkinson

Um estudo sobre mal de Parkinson, publicado na revista Brain e liderado pelos doutores Richard Smeyner e Elena Kozina, acredita que o distúrbio pode ter início fora do cérebro.

De acordo com a publicação, Smeyner e Kozina analisavam uma versão do gene mutante LRRK2 – o mais comum em pessoas diagnosticadas com Parkinson – e perceberam que o gene não era o suficiente para causar a doença. Seria necessário um “segundo golpe” para desenvolver a enfermidade.

Baseados nisso, os doutores decidiram descobrir se o gene LRRK2 age fora do cérebro. Usando um rato de laboratório que possuía as duas mutações mais comuns do gene, eles aplicaram uma casca externa de uma bactéria que gera reações imunes, a lipopolissacarídeo (LPS). A LPS foi considerada perfeita para o teste por não conseguir entrar sozinha no cérebro. Dessa maneira, Smeyner e Kozina saberiam, de fato, se o “segundo golpe” estaria agindo dentro ou fora do cérebro.

Após a aplicação da bactéria, as reações imunes tornaram-se uma “tempestade de citocinas” – fenômeno causado por uma reação potencialmente fatal dentro do sistema imunológico – com níveis de mediadores inflamatórios maiores que os normais causados pela LPS e que esses mediadores foram produzidos por células imunes T e B, as mesmas que expressam a mutação LRRK2.

Com o resultado em mãos, os doutores concluíram que, apesar da LPS não cruzar a barreira hematoencefálica, as elevadas citocinas conseguiram entrar no cérebro, criando um ambiente propício para o desenvolvimento da microglia – células cerebrais que causam a infecção que destrói a área do cérebro responsável pelos movimentos. Ou seja, a microglia teve início fora do cérebro.

“Embora mais testes sejam necessários para provar essa ligação, bem como testar se o mesmo acontece em humanos, essas descobertas nos dão uma nova maneira de pensar sobre como essas mutações podem causar o mal de Parkinson. Embora não possamos tratar pessoas com imunossupressores por toda a vida para prevenir a doença, se esse mecanismo for confirmado, é possível que outras intervenções possam ser eficazes para reduzir a chance de desenvolver a doença”, disse o Dr. Richard Smeyner.

Tratamento alternativo

Assim como outros distúrbios do sistema nervoso central, o mal de Parkinson pode ser tratado à base de remédios. Para obter um resultado mais eficaz com este tipo de procedimento, a GnTech desenvolveu um Teste Farmacogenético que analisa genes que interferem no metabolismo, resposta e toxidade dos medicamentos, informando como eles vão se comportar no seu organismo.

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