Guia completo sobre sertralina: para que serve, como funciona e efeitos no tratamento da depressão
- Por Guido Boabaid
- 10/03/2026
- Tempo: 8 minutos
A sertralina é um dos medicamentos mais conhecidos e prescritos para tratar a depressão e a ansiedade.
Trata-se de um antidepressivo que atua no equilíbrio da serotonina, um neurotransmissor ligado ao humor, ao sono e ao bem-estar emocional, e que tem ajudado milhares de pessoas a recuperar o equilíbrio no dia a dia.
Neste artigo, explicaremos para que serve a sertralina, como ela funciona no cérebro, quais efeitos pode causar e quais cuidados são necessários durante o tratamento. Acompanhe!

Sumário
O que é sertralina e para que serve?
A sertralina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) cujo objetivo é ajudar a equilibrar os níveis de serotonina no cérebro.
Esse medicamente é utilizado no tratamento da depressão e de transtornos de ansiedade, sendo amplamente estudado e prescrito na psiquiatria para melhorar a saúde mental dos pacientes.
Seu uso, porém, deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, já que cada organismo reage de maneira diferente aos medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Nesse aspecto, a medicina personalizada e a farmacogenética podem ser grandes aliadas para o tratamento.
Entenda mais sobre a sertralina:
Para o que é usada a sertralina?
Uma das principais características da sertralina é a sua versatilidade. Trata-se de um medicamento que pode ser usado no tratamento de diversos transtornos depressivos e ansiosos, além de outras condições que comprometem a saúde mental.
Entre os diagnósticos em que o médico pode indicar o uso da sertralina estão:
- Depressão, com episódios depressivos maiores ou recorrentes;
- Transtorno de ansiedade generalizada (TAG);
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
- Transtorno do pânico;
- Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Em alguns casos, ela também pode ser prescrita em quadros de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), para reduzir oscilações de humor intensas.
Vale destacar que a decisão sobre o uso da sertralina depende sempre de uma avaliação médica individual e detalhada, considerando o histórico clínico, outras medicações em uso e a resposta do paciente.
Quais os efeitos que a sertralina pode causar?
Como qualquer medicamento que atua no sistema nervoso central, a sertralina pode causar efeitos colaterais, principalmente nas primeiras semanas de tratamento.
Entre os efeitos adversos mais observados em pacientes durante o uso do medicamento estão:
- Efeitos gastrointestinais, como náusea, desconforto abdominal, diarreia;
- Alterações no sono, como insônia ou sonolência;
- Mudanças no apetite e peso;
- Agitação ou nervosismo leve;
- Alterações na libido;
- Tontura ou vertigem;
- Boca seca e sudorese.
É importante notar que esses sintomas costumam ser temporários, pois o organismo se adapta ao medicamento com o tempo. No entanto, qualquer efeito persistente deve ser discutido com o médico para avaliar a eventual necessidade de ajustes na dose ou mesmo mudança na prescrição.
Quem toma sertralina fica mais calma?
Em parte dos casos, pode acontecer sim. Ao equilibrar a serotonina, a sertralina pode reduzir a tensão, o nervosismo e a sensação de ansiedade. Contudo, essa resposta depende de fatores individuais e pode levar algumas semanas para que o paciente a perceba de forma estável.
Pode dar sertralina para criança?
O uso da sertralina em crianças e adolescentes pode ocorrer em situações específicas, mas sempre com acompanhamento especializado e prescrição pediátrica.
Em alguns casos, como no transtorno obsessivo-compulsivo em crianças e adolescentes, o médico pode prescrever o medicamento. Porém, o tratamento exige acompanhamento rigoroso e avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.
Mas atenção, qualquer medicação psiquiátrica em menores de idade nunca deve ser iniciada sem orientação médica, pois a dosagem e o monitoramento são indispensáveis para garantir a segurança.
Como a sertralina funciona no cérebro?
Para entender o funcionamento da sertralina no cérebro dos pacientes, é preciso compreender o papel dos neurotransmissores, que atuam na comunicação entre os neurônios. Um deles é a serotonina, que age na regulação do humor, do sono, do apetite e da ansiedade.
Pois bem, o que a sertralina faz é justamente inibir a recaptação da serotonina, aumentando sua disponibilidade nas sinapses.
Essa ação favorece uma comunicação mais estável entre os neurônios e tende a reduzir sintomas como:
- Tristeza persistente;
- Irritabilidade;
- Inquietação.
Vale lembrar, contudo, que o efeito terapêutico não é imediato, aparecendo geralmente entre duas e quatro semanas de uso contínuo.
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Teste farmacogenético e o uso da sertralina
Os testes farmacogenéticos avaliam o DNA do paciente para identificar variações genéticas que influenciam a forma como o organismo reage a diferentes medicamentos, incluindo os antidepressivos.
No caso da sertralina, certas variações em genes ligados às enzimas do fígado podem alterar a velocidade com que o corpo processa o remédio. O teste farmacogenético é uma forma individualizada de entender a resposta medicamentosa de cada paciente, orientando o médico na escolha do antidepressivo e da dose mais adequada.
Por isso, a farmacogenética pode ajudar a entender por que algumas pessoas respondem melhor ou pior à sertralina, e ainda auxiliar o médico na hora da prescrição.
As variações genéticas podem fazer com que o organismo processe o remédio mais rápido ou mais devagar, influenciando:
- A eficácia do tratamento;
- O risco de efeitos colaterais;
- A necessidade de ajuste de dose;
Entre os benefícios do teste farmacogenético para esse fim, podemos citar:
- Identificar a melhor opção de antidepressivo para o paciente;
- Reduzir tentativas e erros no tratamento;
- Prever risco de efeitos adversos;
- Apoiar decisões médicas mais personalizadas.
A GnTech realiza esse tipo de análise através dos seus testes farmacogenéticos, que auxiliam profissionais de saúde a otimizar o tratamento de pacientes com depressão, ansiedade e outros transtornos de saúde, sempre buscando segurança e precisão clínica.
A sertralina e o papel da GnTech na personalização do tratamento
A resposta de antidepressivos como a sertralina varia de pessoa para pessoa devido a fatores genéticos e clínicos. E os testes farmacogenéticos da GnTech ajudam os médicos a compreender essas diferenças e a definir estratégias terapêuticas mais seguras e personalizadas.
Entre os benefícios da farmacogenética no contexto do uso de medicamentos antidepressivos, podemos destacar a maior previsibilidade no tratamento, a redução do tempo de ajuste medicamentoso e a maior segurança na escolha do remédio adequado.
Quer entender como seu organismo pode reagir aos antidepressivos? Conheça o teste farmacogenético Psicogene Pro da GnTech e veja como a genética pode contribuir para uma vida com mais qualidade, equilíbrio e bem estar.
Perguntas frequentes sobre sertralina
Ficou com alguma dúvida a respeito do tratamento com sertralina? Então confira se ela está respondida abaixo.
Essa combinação aumenta o risco de um efeito raro chamado Síndrome serotoninérgica, causado por excesso de serotonina no cérebro. Isso pode provocar sintomas como agitação, tremor, febre ou confusão.
Não dá para dizer que um é “mais forte”. A sertralina é um antidepressivo usado para depressão e ansiedade, enquanto o lítio é um estabilizador de humor usado principalmente no transtorno bipolar. Eles têm funções diferentes no cérebro.
A sertralina, um ISRS, não deve ser misturada com inibidores da MAO (como selegilina ou iproniazida), devido ao risco grave de síndrome serotoninérgica, potencialmente fatal. Pimozida também é contraindicada, pois eleva seus níveis plasmáticos, podendo causar arritmias.



