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Câncer de mama: diagnóstico precoce, tipos, sintomas e tratamentos

Entenda os tipos, sintomas, fatores de risco, diagnóstico e tratamentos do câncer de mama e saiba por que a detecção precoce é importante.
  • Por Larissa Speck
  • outubro 11, 2024
  • 20/10/2026
  • Tempo: 13 minutos

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que pode formar um tumor com potencial de invadir outros tecidos e órgãos. É o câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, e também pode acometer homens, embora eles representem cerca de 1% dos casos.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 78 mil novos casos de câncer de mama por ano no Brasil, com risco estimado de 71 casos a cada 100 mil mulheres.

Por isso, conhecer os sinais de alerta, entender como funciona o diagnóstico e saber quais são as possibilidades de tratamento ajuda a reconhecer alterações e buscar atendimento médico no momento adequado.

Vamos lá?

Sumário

  • O que causa o câncer de mama?
  • Como começa o câncer de mama?
  • Quais são os 7 tipos de câncer de mama?
    • Como cada tipo de câncer de mama se comporta?
  • Quais são os primeiros sinais de câncer de mama?
  • Qual a idade mais perigosa para ter câncer de mama?
  • Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?
  • Quando o câncer de mama é considerado inicial?
  • Quais são os outros sintomas comuns do câncer de mama?
  • Quais são os tratamentos para câncer de mama?
  • Como prevenir o câncer de mama?
  • Como o teste farmacogenético pode ajudar na prevenção e tratamento?
  • Conte com a GnTech na prevenção ao câncer de mama
  • Perguntas frequentes sobre câncer de mama

O que causa o câncer de mama?

O risco de câncer de mama está relacionado a uma combinação de características individuais, histórico familiar, fatores hormonais e hábitos de vida.

O levantamento do INCA sobre o câncer de mama no Brasil destaca que pode haver modificação de alguns desses fatores, como excesso de peso, falta de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas e uso de terapia de reposição hormonal. Já fatores hereditários e relacionados ao ciclo reprodutivo, em geral, não podem ser alterados.

Entre os fatores modificáveis, o excesso de gordura corporal merece atenção. Segundo o levantamento, 56,7% das mulheres brasileiras com 18 anos ou mais apresentavam excesso de peso em 2019, considerando o peso autorreferido.

O estudo relaciona o excesso de gordura corporal a alterações hormonais e inflamação crônica, que podem favorecer o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama.

O consumo de bebidas alcoólicas também está associado ao aumento do risco. O INCA destaca que não há nível seguro de consumo de álcool para a prevenção do câncer e que o risco aumenta conforme a dose e o tempo de exposição.

Como começa o câncer de mama?

O câncer de mama começa quando células anormais da mama passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor. Essas células podem se desenvolver nos ductos ou nos lóbulos mamários e apresentam comportamentos diferentes conforme as características do tumor.

No início, o câncer pode não provocar sintomas perceptíveis. Por isso, o rastreamento por mamografia tem papel importante na detecção precoce, enquanto alterações suspeitas devem ser investigadas independentemente da realização de exames de rotina.

O câncer de mama não tem uma causa única. Entre os fatores associados ao aumento do risco indicados pelo Instituto Nacional de Câncer – INCA, estão:

  • Idade, principalmente a partir dos 50 anos;
  • Histórico familiar e fatores genéticos ou hereditários;
  • Menarca precoce e menopausa tardia;
  • Primeira gravidez após os 30 anos e nuliparidade;
  • Uso prolongado de determinados contraceptivos e terapia de reposição hormonal;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Inatividade física;
  • Exposição à radiação ionizante.

Isso não significa que uma pessoa com um desses fatores necessariamente desenvolverá câncer. Da mesma forma, a ausência deles não elimina o risco.

Devido à sua importância, o mês de outubro é dedicado à conscientização sobre esse tipo de câncer.

Quais são os 7 tipos de câncer de mama?

Existem diferentes tipos de câncer de mama, classificados de acordo com a origem das células, as características do tumor e seu comportamento. O carcinoma ductal invasivo é o tipo histológico mais frequente e representa cerca de 80% a 90% dos carcinomas invasivos.

Entre os principais tipos e classificações, estão:

  1. Carcinoma ductal in situ (CDIS): está restrito aos ductos mamários e não invadiu o tecido ao redor.
  2. Carcinoma ductal invasivo: começa nos ductos e invade o tecido mamário próximo, podendo atingir outras regiões.
  3. Carcinoma lobular in situ (CLIS): não é um câncer invasivo, mas há associação à maior risco futuro de câncer de mama.
  4. Carcinoma lobular invasivo: tem origem nos lóbulos responsáveis pela produção do leite e pode invadir tecidos próximos.
  5. Câncer de mama inflamatório: é uma forma rara e mais agressiva, que pode provocar vermelhidão, aumento de volume e alteração da pele da mama.
  6. Doença de Paget da mama: afeta principalmente a região do mamilo e da aréola, podendo causar alterações semelhantes a uma irritação ou lesão.
  7. Câncer de mama triplo-negativo: é uma classificação molecular baseada na ausência de receptores de estrogênio, progesterona e HER2. Pode apresentar comportamento mais agressivo e exige uma estratégia terapêutica específica.

Essa classificação ajuda a entender por que não existe um único tratamento para todos os casos. O câncer de mama é uma doença heterogênea, com diferentes características biológicas e respostas terapêuticas.

Como cada tipo de câncer de mama se comporta?

O comportamento do câncer de mama depende do tipo e das características biológicas do tumor, além do estágio em que a doença é diagnosticada.

Por isso, o médico considera informações como tamanho do tumor, comprometimento dos linfonodos, presença de metástases e características biológicas, incluindo receptores hormonais e HER2. Esses dados ajudam a definir a estratégia de tratamento.

Quais são os primeiros sinais de câncer de mama?

O nódulo endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho é um dos principais sinais de alerta. Porém, o câncer de mama também pode provocar alterações na pele, no mamilo e no formato da mama. Os sinais que devem ser investigados, segundo informações oficiais do INCA, são:

  • Nódulo na mama;
  • Nódulo na axila ou na região do pescoço;
  • Saída espontânea de líquido por um dos mamilos;
  • Retração do mamilo ou da pele;
  • Pele com aspecto de casca de laranja;
  • Aumento progressivo do tamanho da mama;
  • Mudança no formato do mamilo;
  • Lesão na pele da mama que não melhora com tratamentos tópicos.

Dor na mama não é o sinal mais característico do câncer, e muitas alterações mamárias têm outras causas. Por isso, a avaliação por um profissional de saúde deve considerar qualquer mudança persistente ou suspeita.

Qual a idade mais perigosa para ter câncer de mama?

O risco de desenvolver câncer de mama aumenta com a idade. Segundo o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

Isso não significa que mulheres mais jovens estejam livres da doença. O histórico familiar, fatores genéticos e outras características individuais também podem modificar o risco.

Para o rastreamento populacional no SUS, a atualização da recomendação ocorreu em 2025: a mamografia de rotina prioritariamente feita para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Mulheres de outras faixas etárias podem realizar o exame de acordo com avaliação e decisão compartilhada com um profissional de saúde, considerando benefícios e possíveis riscos.

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

A mamografia é a principal estratégia de rastreamento para detectar precocemente alterações suspeitas em mulheres sem sintomas. Quando existem sinais ou alterações nos exames, outros métodos, como ultrassonografia, podem complementar a investigação.

Mas nenhum exame de rotina ou de imagem, sozinho, confirma todos os casos de câncer de mama. Quando existe uma alteração suspeita, a confirmação diagnóstica é feita por meio da biópsia, que permite analisar uma amostra do tecido e classificar a neoplasia.

A partir desse material, também podem ser avaliadas características importantes para definir o tratamento, como os receptores hormonais e HER2.

Por isso, a resposta para a dúvida “qual o único exame que confirma o câncer de mama?” é: a confirmação depende da análise anatomopatológica de uma amostra obtida por biópsia, e não apenas da mamografia.

Quando o câncer de mama é considerado inicial?

O câncer de mama é inicial quando permanece restrito à mama ou às estruturas regionais, sem evidências de doença à distância. A determinação do tamanho e espalhamento ocorre por uma avaliação que considera extensão da doença e características do tumor.

Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maior tende a ser o potencial curativo do tratamento. Em casos com metástases, o tratamento passa a ter como objetivos principais prolongar a sobrevida e preservar a qualidade de vida.

Por isso, reconhecer sinais suspeitos e manter o acompanhamento são medidas importantes. No SUS, o atendimento do câncer de mama ocorre em unidades especializadas de oncologia, como as Unacons e os Cacons.

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Quais são os outros sintomas comuns do câncer de mama?

Além do nódulo na mama, sintoma mais característico, é possível observar outros sinais e sintomas importantes:

  • Alterações no formato ou tamanho da mama;
  • Enrugamento da pele, semelhante a uma casca de laranja;
  • Secreção anormal pelo mamilo;
  • Caroço na axila;
  • Mamilo invertido;
  • Inchaço em parte ou em toda a mama;
  • Dor na mama ou no mamilo;
  • Vermelhidão na mama.

É importante comunicar a um médico imediatamente qualquer alteração nas mamas, uma vez que a detecção precoce é primordial para o sucesso do tratamento.

câncer de mama

Quais são os tratamentos para câncer de mama?

O tratamento é definido de acordo com o tipo e o estágio do tumor, suas características biológicas e as condições individuais da paciente. Entre as opções estão:

  • Cirurgia: pode envolver a retirada do tumor, cirurgia conservadora ou mastectomia.
  • Radioterapia: utiliza radiação para destruir ou impedir o crescimento de células tumorais.
  • Quimioterapia: utiliza medicamentos que atuam sobre células cancerígenas.
  • Hormonioterapia: há indicação quando o tumor apresenta receptores hormonais.
  • Terapias-alvo: medicamentos dirigidos a características específicas do tumor, como o HER2 em determinados casos.
  • Imunoterapia: pode ser utilizada em situações específicas, conforme as características do câncer.

Em muitos casos, há a combinação de mais de uma modalidade. O INCA reforça que a escolha depende do estadiamento, das características biológicas do tumor e das condições da paciente.

Como prevenir o câncer de mama?

Não existe uma forma de eliminar completamente o risco de câncer de mama, mas algumas medidas ajudam a reduzir fatores de risco modificáveis.

O INCA recomenda, entre outras medidas, praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, ter uma alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A atividade física, por exemplo, está associada à proteção contra diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama. O INCA atualizou suas orientações sobre o tema em janeiro de 2026.

O aleitamento materno também exerce efeito protetor contra o câncer de mama, e o benefício tende a ser maior quanto maior for o período de amamentação. O INCA relaciona esse efeito à menor exposição a determinados hormônios e à eliminação de células mamárias que apresentam mutações.

Além da prevenção, o acompanhamento adequado permite investigar alterações suspeitas rapidamente. O rastreamento e a investigação de sintomas são estratégias diferentes e não devem ser confundidos.

Como o teste farmacogenético pode ajudar na prevenção e tratamento?

O teste farmacogenético não previne nem diagnostica o câncer de mama. Seu papel é diferente: ele pode fornecer informações genéticas relacionadas à forma como o organismo tende a metabolizar, responder ou apresentar toxicidade diante de determinados medicamentos.

No contexto oncológico, essas informações podem auxiliar o médico na avaliação de medicamentos para o tratamento, especialmente quando existem associações gene-fármaco respaldadas por evidências científicas.

A GnTech oferece o OncoGene, teste farmacogenético voltado à oncologia que analisa informações relacionadas à resposta, toxicidade e metabolização de medicamentos utilizados em tratamentos oncológicos, incluindo antineoplásicos, imunossupressores, antieméticos e analgésicos.

É importante diferenciar essa proposta dos testes genéticos preditivos para câncer hereditário. Por exemplo, o Teste Genético Preditivo Câncer de Mama e Ovário analisa os genes BRCA1 e BRCA2 para investigar alterações associadas ao risco aumentado de câncer hereditário.

Esse é um exame de avaliação de predisposição, não um teste farmacogenético.

Assim, cada exame responde a uma pergunta diferente: um investiga risco genético para desenvolver determinados tumores, enquanto o outro busca informações que podem apoiar decisões relacionadas aos medicamentos utilizados no tratamento.

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Conte com a GnTech na prevenção ao câncer de mama

O câncer de mama reúne diferentes tipos de tumores, comportamentos e possibilidades terapêuticas. Por isso, o cuidado precisa considerar o diagnóstico, o estágio da doença, as características do tumor e as condições de cada paciente.

Além do diagnóstico e do tratamento adequados, recursos de medicina personalizada podem acrescentar informações ao processo de decisão. No caso da farmacogenética, essas informações são complementares e o médico faz sua interpretação dentro do contexto clínico.

A GnTech atua com testes farmacogenéticos para oncologia, incluindo o OncoGene, desenvolvido para fornecer informações sobre medicamentos de interesse oncológico.

Perguntas frequentes sobre câncer de mama

Confira o que todos perguntam sobre câncer de mama.

Qual o tipo de câncer de mama que não tem cura?

Não é possível definir a cura apenas pelo tipo. O prognóstico depende do tumor, estágio, características biológicas e resposta ao tratamento.

Quanto tempo leva para o câncer de mama se espalhar?

Não existe um prazo único. Alguns tumores crescem rapidamente, enquanto outros evoluem mais lentamente. O comportamento depende das características da doença.


Qual o câncer de mama mais agressivo?

Não existe um único tipo universalmente mais agressivo. O comportamento depende das características biológicas e do estágio do tumor.

Quem tem câncer de mama sente dor onde?

O câncer de mama pode não causar dor. Quando há sintomas, alterações como nódulo, pele modificada ou secreção no mamilo merecem avaliação médica.

O que acelera o câncer de mama?

O crescimento varia conforme as características do tumor. Alguns cânceres evoluem mais rapidamente, enquanto outros apresentam crescimento mais lento.

Foto de Larissa Speck

Larissa Speck

Jornalista com MBA em marketing digital. Atua há quase 4 anos como analista de conteúdo e mídias sociais na GnTech. Ama produzir conteúdos sobre saúde mental, filmes e séries.

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