Para que serve dutasterida? Entenda os usos, efeitos colaterais e cuidados
- Por Dr. Guido Boabaid - CRM/SC 5432
- Tempo: 9 minutos
Você sabe para que serve dutasterida? O medicamento é usado principalmente no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), condição que provoca o aumento não canceroso da próstata.
A dutasterida também trata a alopecia androgenética em homens adultos, a calvície de origem genética e hormonal. Ela reduz a produção de di-hidrotestosterona (DHT), hormônio envolvido no crescimento da próstata e no afinamento dos fios em pessoas predispostas à calvície, ajudando a tratar ambas as condições.
A seguir, você vai entender como a dutasterida age, quais resultados podem ser esperados, quais são seus principais efeitos colaterais e os cuidados necessários durante o tratamento.
Sumário
Para que serve dutasterida no tratamento da próstata?
A dutasterida é indicada para tratar os sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens com aumento da próstata. Ela pode ser utilizada isoladamente ou em associação com a tansulosina, conforme avaliação médica.
A HPB pode aumentar a resistência à passagem da urina e provocar sintomas como jato urinário fraco, aumento da frequência urinária e dificuldade para esvaziar completamente a bexiga. Ao reduzir o volume da próstata, a dutasterida ajuda a aliviar esses sintomas.
Entre os efeitos terapêuticos esperados estão:
- Redução do volume da próstata;
- Melhora do fluxo urinário;
- Redução do risco de retenção urinária aguda;
- Redução do risco de cirurgia relacionada à HPB.
A dutasterida, portanto, atua sobre o aumento benigno da próstata. Não confunda essa ação com um tratamento ou método de prevenção do câncer de próstata.
A bula também orienta o acompanhamento do PSA durante o tratamento, já que o medicamento reduz seus níveis e o médico precisa considerar essa redução na avaliação.
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Como a dutasterida age no organismo?
A dutasterida inibe os tipos 1 e 2 da enzima 5-alfa-redutase, responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Com isso, o organismo passa a produzir menos DHT, reduzindo o estímulo hormonal relacionado ao crescimento da próstata.
A redução desse hormônio também ajuda a explicar o uso da dutasterida na alopecia androgenética. Nesse caso, a diminuição da DHT no couro cabeludo reduz um dos estímulos associados à miniaturização dos folículos capilares.
Esse efeito ao longo do tratamento foi observado em um estudo publicado na revista Urology. A pesquisa reuniu três ensaios clínicos com 4.325 homens.
Após dois anos, o grupo tratado com dutasterida apresentou redução média de 90,2% nos níveis de DHT e de 25,7% no volume da próstata, em relação ao início do tratamento.
Comparado ao placebo, o medicamento também reduziu em 57% o risco de retenção urinária aguda e em 48% o de cirurgia relacionada à hiperplasia prostática benigna.
No entanto, reduzir o DHT não significa sentir melhora imediata. Na hiperplasia prostática benigna, os efeitos sobre os sintomas e o volume da próstata são avaliados ao longo de meses.
Quais os efeitos colaterais de tomar dutasterida?
A dutasterida pode causar diversos efeitos colaterais. Entre os efeitos descritos estão:
- Diminuição da libido: redução do desejo sexual;
- Disfunção erétil: dificuldade para obter ou manter uma ereção;
- Alterações na ejaculação: podem incluir redução do volume do sêmen;
- Alterações nas mamas: aumento do volume, chamado de ginecomastia, ou sensibilidade;
- Alterações seminais: estudos observaram redução da contagem e da motilidade dos espermatozoides, além do volume do sêmen.
A frequência e a intensidade variam entre os pacientes. A bula informa que alguns efeitos podem persistir após a interrupção em um pequeno número de pessoas, mas o papel da dutasterida nessa persistência permanece desconhecido.
Converse com o médico caso perceba essas reações, sem interromper ou modificar o tratamento por conta própria.
O acompanhamento também deve considerar possíveis alterações de humor. Em 2025, a Anvisa publicou o Alerta GGMON nº 07/2025, que orienta monitorar a saúde mental durante o tratamento e recomenda aos médicos avaliar o histórico psiquiátrico antes da prescrição.
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Quais cuidados são necessários durante o uso da dutasterida?
A dutasterida exige prescrição e acompanhamento médico, principalmente em tratamentos prolongados ou quando o paciente utiliza outros medicamentos. Alguns cuidados necessários durante o uso são:
- Acompanhe o PSA
A dutasterida reduz os níveis desse marcador, por isso o médico precisa considerar o uso do medicamento ao interpretar os resultados. A bula orienta avaliação do PSA após seis meses e acompanhamento periódico.
- Evite o contato com cápsulas danificadas durante a gravidez
Mulheres grávidas ou que possam estar grávidas não devem manuseá-las, pois a pele pode absorver a substância, que pode afetar o desenvolvimento de um feto masculino.
- Respeite as contraindicações
A bula consultada contraindica o medicamento para mulheres, menores de 18 anos e pessoas com hipersensibilidade à dutasterida ou a outros inibidores da 5-alfa-redutase.
- Suspenda a doação de sangue durante o período indicado
Homens em tratamento não devem doar sangue durante o uso e por pelo menos seis meses após a última dose.
- Informe se tiver problemas hepáticos
Informe ao médico qualquer alteração na função do fígado antes do tratamento;
- Informe todos os medicamentos em uso
O médico precisa avaliar as associações com outros fármacos, principalmente quando há uso de alfa-bloqueadores, como a tansulosina.
Esses cuidados reforçam que o acompanhamento não deve se limitar à avaliação dos sintomas. O médico também precisa considerar o histórico de saúde, outros medicamentos utilizados e os exames necessários durante o tratamento.
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Como o UroGene da GnTech pode apoiar tratamentos urológicos individualizados?
A resposta aos medicamentos pode variar entre pacientes por diferentes fatores, incluindo as características genéticas. Informações sobre essas diferenças podem ajudar o médico a avaliar opções de tratamento.
O teste farmacogenético UroGene, da GnTech, é voltado à urologia, saúde sexual e oncologia.
Ele analisa variantes genéticas relacionadas a medicamentos usados nessas áreas, incluindo inibidores da 5-alfa-redutase, alfa-bloqueadores, antimuscarínicos e medicamentos para disfunção erétil.
Essas variantes podem influenciar como o organismo processa os fármacos, a exposição do organismo a esses medicamentos, a resposta ao tratamento ou o risco de efeitos tóxicos.
O médico pode considerar os achados clinicamente relevantes junto ao histórico do paciente e aos demais exames. A aplicação de cada resultado depende da associação entre o gene e o medicamento e do nível de evidência disponível.
Quando existem recomendações farmacogenéticas estabelecidas, essas informações podem apoiar a escolha do tratamento, ajustes de dose e o acompanhamento.
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Entender para que serve dutasterida ajuda a discutir o tratamento com seu médico
Saber para que serve a dutasterida ajuda a compreender seus benefícios no tratamento da hiperplasia prostática benigna, como a redução do volume da próstata e o alívio dos sintomas urinários.
Conhecer os possíveis efeitos adversos e acompanhar a resposta ao tratamento ajuda você a discutir benefícios, riscos e alternativas com o médico, considerando suas necessidades e seu histórico de saúde.
Para quem busca informações adicionais sobre a resposta aos medicamentos utilizados em tratamentos urológicos, o UroGene da GnTech pode complementar essa avaliação com dados farmacogenéticos. E o melhor! O teste pode ser adquirido em até 10x sem juros, facilitando o acesso à análise.
Converse com seu médico sobre como a farmacogenética pode complementar a avaliação de medicamentos em tratamentos urológicos.
Perguntas frequentes sobre para que serve dutasterida
Para não sair desse conteúdo com dúvidas sobre para que serve dutasterida, confira as respostas às perguntas mais comuns sobre o medicamento.
A dutasterida reduz o volume da próstata, melhora o fluxo urinário e diminui o risco de retenção urinária e cirurgia relacionada à HPB.
Não. A dutasterida é um medicamento que inibe a 5-alfa-redutase e reduz a conversão da testosterona em DHT.
O uso diário mantém a ação do medicamento. A duração deve seguir a orientação médica, pois a resposta pode levar meses para ser avaliada.
A bula relata maior frequência de insuficiência cardíaca em alguns estudos com associação a alfa-bloqueadores. Converse com seu médico sobre seu caso.
A bula contraindica o uso por mulheres, menores de 18 anos e pessoas com hipersensibilidade à dutasterida ou a outros inibidores da 5-alfa-redutase.




