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Para que serve dutasterida? Entenda os usos, efeitos colaterais e cuidados

A dutasterida é um medicamento que reduz a ação da di-hidrotestosterona (DHT) e é utilizada principalmente no tratamento da hiperplasia prostática benigna.
  • Por Dr. Guido Boabaid - CRM/SC 5432
  • outubro 28, 2026
  • Tempo: 9 minutos

Você sabe para que serve dutasterida? O medicamento é usado principalmente no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), condição que provoca o aumento não canceroso da próstata.

A dutasterida também trata a alopecia androgenética em homens adultos, a calvície de origem genética e hormonal. Ela reduz a produção de di-hidrotestosterona (DHT), hormônio envolvido no crescimento da próstata e no afinamento dos fios em pessoas predispostas à calvície, ajudando a tratar ambas as condições.

A seguir, você vai entender como a dutasterida age, quais resultados podem ser esperados, quais são seus principais efeitos colaterais e os cuidados necessários durante o tratamento.

Sumário

  • Para que serve dutasterida no tratamento da próstata?
  • Como a dutasterida age no organismo?
  • Quais os efeitos colaterais de tomar dutasterida?
  • Quais cuidados são necessários durante o uso da dutasterida?
  • Como o UroGene da GnTech pode apoiar tratamentos urológicos individualizados?
  • Entender para que serve dutasterida ajuda a discutir o tratamento com seu médico
  • Perguntas frequentes sobre para que serve dutasterida

Para que serve dutasterida no tratamento da próstata?

A dutasterida é indicada para tratar os sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens com aumento da próstata. Ela pode ser utilizada isoladamente ou em associação com a tansulosina, conforme avaliação médica.

A HPB pode aumentar a resistência à passagem da urina e provocar sintomas como jato urinário fraco, aumento da frequência urinária e dificuldade para esvaziar completamente a bexiga. Ao reduzir o volume da próstata, a dutasterida ajuda a aliviar esses sintomas.

Entre os efeitos terapêuticos esperados estão:

  • Redução do volume da próstata;
  • Melhora do fluxo urinário;
  • Redução do risco de retenção urinária aguda;
  • Redução do risco de cirurgia relacionada à HPB.

A dutasterida, portanto, atua sobre o aumento benigno da próstata. Não confunda essa ação com um tratamento ou método de prevenção do câncer de próstata.

A bula também orienta o acompanhamento do PSA durante o tratamento, já que o medicamento reduz seus níveis e o médico precisa considerar essa redução na avaliação.

Dica: Novembro azul e o câncer de próstata: prevenção, diagnóstico precoce e testes genéticos

Como a dutasterida age no organismo?

A dutasterida inibe os tipos 1 e 2 da enzima 5-alfa-redutase, responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Com isso, o organismo passa a produzir menos DHT, reduzindo o estímulo hormonal relacionado ao crescimento da próstata.

A redução desse hormônio também ajuda a explicar o uso da dutasterida na alopecia androgenética. Nesse caso, a diminuição da DHT no couro cabeludo reduz um dos estímulos associados à miniaturização dos folículos capilares. 

Esse efeito ao longo do tratamento foi observado em um estudo publicado na revista Urology. A pesquisa reuniu três ensaios clínicos com 4.325 homens. 

Após dois anos, o grupo tratado com dutasterida apresentou redução média de 90,2% nos níveis de DHT e de 25,7% no volume da próstata, em relação ao início do tratamento. 

Comparado ao placebo, o medicamento também reduziu em 57% o risco de retenção urinária aguda e em 48% o de cirurgia relacionada à hiperplasia prostática benigna. 

No entanto, reduzir o DHT não significa sentir melhora imediata. Na hiperplasia prostática benigna, os efeitos sobre os sintomas e o volume da próstata são avaliados ao longo de meses. 

Imagem de pessoa segurando uma cápsula e um copo de água, representando o uso do medicamento e explicando para que serve dutasterida.

Quais os efeitos colaterais de tomar dutasterida?

A dutasterida pode causar diversos efeitos colaterais. Entre os efeitos descritos estão:

  • Diminuição da libido: redução do desejo sexual;
  • Disfunção erétil: dificuldade para obter ou manter uma ereção;
  • Alterações na ejaculação: podem incluir redução do volume do sêmen;
  • Alterações nas mamas: aumento do volume, chamado de ginecomastia, ou sensibilidade;
  • Alterações seminais: estudos observaram redução da contagem e da motilidade dos espermatozoides, além do volume do sêmen.

A frequência e a intensidade variam entre os pacientes. A bula informa que alguns efeitos podem persistir após a interrupção em um pequeno número de pessoas, mas o papel da dutasterida nessa persistência permanece desconhecido.

Converse com o médico caso perceba essas reações, sem interromper ou modificar o tratamento por conta própria.

O acompanhamento também deve considerar possíveis alterações de humor. Em 2025, a Anvisa publicou o Alerta GGMON nº 07/2025, que orienta monitorar a saúde mental durante o tratamento e recomenda aos médicos avaliar o histórico psiquiátrico antes da prescrição.

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Quais cuidados são necessários durante o uso da dutasterida?

A dutasterida exige prescrição e acompanhamento médico, principalmente em tratamentos prolongados ou quando o paciente utiliza outros medicamentos. Alguns cuidados necessários durante o uso são:

  1. Acompanhe o PSA

    A dutasterida reduz os níveis desse marcador, por isso o médico precisa considerar o uso do medicamento ao interpretar os resultados. A bula orienta avaliação do PSA após seis meses e acompanhamento periódico.

  2. Evite o contato com cápsulas danificadas durante a gravidez

    Mulheres grávidas ou que possam estar grávidas não devem manuseá-las, pois a pele pode absorver a substância, que pode afetar o desenvolvimento de um feto masculino.

  3. Respeite as contraindicações

    A bula consultada contraindica o medicamento para mulheres, menores de 18 anos e pessoas com hipersensibilidade à dutasterida ou a outros inibidores da 5-alfa-redutase.

  4. Suspenda a doação de sangue durante o período indicado

    Homens em tratamento não devem doar sangue durante o uso e por pelo menos seis meses após a última dose.

  5. Informe se tiver problemas hepáticos

    Informe ao médico qualquer alteração na função do fígado antes do tratamento;

  6. Informe todos os medicamentos em uso

    O médico precisa avaliar as associações com outros fármacos, principalmente quando há uso de alfa-bloqueadores, como a tansulosina.

Esses cuidados reforçam que o acompanhamento não deve se limitar à avaliação dos sintomas. O médico também precisa considerar o histórico de saúde, outros medicamentos utilizados e os exames necessários durante o tratamento.

Dica: Check-up anual: quais são os exames e por que fazer

Como o UroGene da GnTech pode apoiar tratamentos urológicos individualizados?

A resposta aos medicamentos pode variar entre pacientes por diferentes fatores, incluindo as características genéticas. Informações sobre essas diferenças podem ajudar o médico a avaliar opções de tratamento.

O teste farmacogenético UroGene, da GnTech, é voltado à urologia, saúde sexual e oncologia. 

Ele analisa variantes genéticas relacionadas a medicamentos usados nessas áreas, incluindo inibidores da 5-alfa-redutase, alfa-bloqueadores, antimuscarínicos e medicamentos para disfunção erétil. 

Essas variantes podem influenciar como o organismo processa os fármacos, a exposição do organismo a esses medicamentos, a resposta ao tratamento ou o risco de efeitos tóxicos.

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O médico pode considerar os achados clinicamente relevantes junto ao histórico do paciente e aos demais exames. A aplicação de cada resultado depende da associação entre o gene e o medicamento e do nível de evidência disponível. 

Quando existem recomendações farmacogenéticas estabelecidas, essas informações podem apoiar a escolha do tratamento, ajustes de dose e o acompanhamento.

Dica: Como a genética influencia nos tratamentos médicos

Entender para que serve dutasterida ajuda a discutir o tratamento com seu médico

Saber para que serve a dutasterida ajuda a compreender seus benefícios no tratamento da hiperplasia prostática benigna, como a redução do volume da próstata e o alívio dos sintomas urinários. 

Conhecer os possíveis efeitos adversos e acompanhar a resposta ao tratamento ajuda você a discutir benefícios, riscos e alternativas com o médico, considerando suas necessidades e seu histórico de saúde.

Para quem busca informações adicionais sobre a resposta aos medicamentos utilizados em tratamentos urológicos, o UroGene da GnTech pode complementar essa avaliação com dados farmacogenéticos. E o melhor! O teste pode ser adquirido em até 10x sem juros, facilitando o acesso à análise.

Converse com seu médico sobre como a farmacogenética pode complementar a avaliação de medicamentos em tratamentos urológicos.

Veja como funciona o teste farmacogenético UroGene

Perguntas frequentes sobre para que serve dutasterida

Para não sair desse conteúdo com dúvidas sobre para que serve dutasterida, confira as respostas às perguntas mais comuns sobre o medicamento.

Quais são os benefícios da dutasterida?

A dutasterida reduz o volume da próstata, melhora o fluxo urinário e diminui o risco de retenção urinária e cirurgia relacionada à HPB.

A dutasterida é um hormônio?

Não. A dutasterida é um medicamento que inibe a 5-alfa-redutase e reduz a conversão da testosterona em DHT.

O que acontece se eu tomar dutasterida todos os dias?

O uso diário mantém a ação do medicamento. A duração deve seguir a orientação médica, pois a resposta pode levar meses para ser avaliada.

A dutasterida afeta o coração?

A bula relata maior frequência de insuficiência cardíaca em alguns estudos com associação a alfa-bloqueadores. Converse com seu médico sobre seu caso.

Quem não pode tomar dutasterida?

A bula contraindica o uso por mulheres, menores de 18 anos e pessoas com hipersensibilidade à dutasterida ou a outros inibidores da 5-alfa-redutase.

Foto de Dr. Guido Boabaid - CRM/SC 5432

Dr. Guido Boabaid - CRM/SC 5432

Psiquiatra e Psicoterapeuta. CEO e fundador da GnTech. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Autor do livro "Onde foi parar a minha alegria?".Mais de 1.200 casos clínicos guiados pelo Teste Farmacogenético.

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