TDAH e burnout: como o teste farmacogenético ajudou Juliana no tratamento
- Por Guido Boabaid
- Tempo: 8 minutos
TDAH e burnout podem se cruzar quando a mente não desacelera, a rotina exige demais e o corpo começa a dar sinais de esgotamento. Foi nesse contexto que Juliana, diagnosticada com TDAH, percebeu que precisava rever a forma como cuidava da própria saúde mental.
Entre sintomas, sobrecarga e ajustes no tratamento, a jornada dela também passou por uma dor comum a muitos pacientes: a tentativa e erro com medicamentos.
Afinal, quando a resposta ao tratamento não acontece como esperado, cada nova troca pode aumentar a frustração e dificultar ainda mais a retomada da rotina. Foi nesse momento que a farmacogenética tornou-se uma ferramenta de apoio para entender melhor a resposta do organismo dela aos medicamentos.
A seguir, conheça a história de Juliana e veja como o teste farmacogenético ajudou seu médico a conduzir um tratamento mais personalizado.
Sumário
TDAH e burnout: quando a mente não para e o corpo cobra
Uma pessoa diagnosticada com TDAH pode enfrentar impasses que envolvem dificuldade de organização, impulsividade, hiperfoco, esgotamento mental, desatenção e dificuldade de regular demandas do dia a dia. Em rotinas intensas, esse esforço constante para acompanhar prazos, decisões e responsabilidades pode gerar uma carga mental muito alta.
O burnout, por sua vez, surge como um quadro de exaustão relacionado ao estresse crônico. Ele pode aparecer quando a pessoa sustenta por muito tempo um ritmo de alta demanda, sem pausas suficientes, sem recuperação adequada e, muitas vezes, sem perceber os primeiros sinais de esgotamento.
Isso não significa que toda pessoa com TDAH terá burnout. No entanto, quando o TDAH se combina com excesso de responsabilidades, dificuldade de pausa, autocobrança e baixa previsibilidade no tratamento, o desgaste pode aumentar.
Leia também: Sinais de burnout: como identificar o esgotamento físico e emocional
A história de Juliana: TDAH, burnout e a busca por estabilidade
Juliana é mãe de dois filhos, empresária e divide com o marido a liderança dos negócios e da casa. Por ter uma rotina mentalmente exigente, ela sempre olhou para a saúde mental com atenção, justamente por entender que precisava estar bem para cuidar da família e do trabalho.
O diagnóstico de TDAH já fazia parte da vida dela há alguns anos, mas, até então, não causava um prejuízo tão intenso. Entretanto, o cenário mudou com o burnout identificado no início de 2025, quando a correria do dia a dia começou a pesar e ela sentiu que já não conseguia mais dar conta de tudo.
Apesar das sessões de terapia, Juliana passou a lidar com sentimentos de incapacidade, tristeza e insuficiência, além de episódios constantes de choro. Como ela mesma resume:
“A partir do momento que passou a ter sofrimento, eu busquei ajuda e agora eu não estou mais sofrendo”.
Foi nesse processo que o teste farmacogenético entrou como apoio ao tratamento. Segundo Juliana, o exame ajudou seu médico a entender quais medicamentos e dosagens poderiam ser mais compatíveis com o seu organismo.
Vale citar que a mudança não eliminou a importância do acompanhamento profissional, mas trouxe mais direcionamento para o cuidado com o TDAH e o burnout.
Quando o tratamento vira tentativa e erro
No TDAH, encontrar a medicação e a dose certas nem sempre é um processo linear. Em alguns casos, o paciente passa por diversos ajustes até alcançar uma resposta satisfatória.
Esse processo pode envolver alguns sinais de que o tratamento pode estar entrando em um ciclo de tentativa e erro, como:
- Efeitos colaterais que dificultam a continuidade do tratamento;
- Baixa resposta ao medicamento, mesmo com acompanhamento médico;
- Trocas frequentes de dose ou horário;
- Cansaço emocional diante de novas tentativas;
- Frustração do paciente;
- Dificuldade de manter adesão ao tratamento.
Para Juliana, o desafio não era apenas ter mais força de vontade ou organização. Ela precisava de uma estratégia terapêutica que considerasse melhor o funcionamento do próprio organismo, para que o tratamento do TDAH e do burnout pudesse seguir por um caminho mais personalizado.
Como o teste farmacogenético ajudou Juliana no tratamento
No caso de Juliana, o teste farmacogenético Psicogene TDAH, da GnTech, entrou como uma ferramenta para entender melhor como o organismo dela poderia responder aos medicamentos, reduzindo parte da tentativa e erro.
Dessa forma, em vez de seguir apenas por ajustes sequenciais, o exame ajudou o médico a entender quais caminhos poderiam ser mais compatíveis com o perfil da paciente.
Isso não significa que o laudo define o tratamento sozinho, nem que substitui a consulta médica. O teste oferece dados para apoiar decisões mais personalizadas, mas a interpretação deve ser feita por um profissional de saúde, considerando diagnóstico, sintomas, histórico clínico e fase do tratamento.
O que o PsicoGene TDAH avalia?
O PsicoGene TDAH é o teste farmacogenético da GnTech voltado para avaliar variações genéticas que podem influenciar a metabolização, a resposta e a toxicidade dos medicamentos usados no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. O teste avalia medicamentos como:
- Lisdexanfetamina;
- Metilfenidato;
- Atomoxetina;
- Dexmetilfenidato;
- Anfetamina;
- Dextroanfetamina;
- Modafinil.
Além disso, a análise também considera os seguintes genes:
- CYP2D6;
- ADRA2A;
- DRD1.
Isso significa que o teste ajuda o médico a entender se o paciente pode apresentar maior risco de efeitos adversos, menor resposta ou necessidade de atenção especial com determinados fármacos, reduzindo parte da tentativa e erro no tratamento.
Para quem o PsicoGene TDAH pode ser indicado?
O PsicoGene TDAH pode ser indicado para pessoas diagnosticadas com TDAH que desejam discutir com o médico uma abordagem mais personalizada para o tratamento. O teste também pode ser útil em situações como:
- Pacientes diagnosticados com TDAH que não tiveram resposta satisfatória aos tratamentos prescritos;
- Pessoas com efeitos adversos importantes durante o uso de medicamentos;
- Pacientes que já passaram por várias trocas ou ajustes;
- Quem deseja discutir com o médico uma abordagem mais personalizada;
- Situações em que o médico deseja incorporar dados genéticos para melhorar segurança e eficácia do tratamento.
Vale lembrar que a indicação deve ser individualizada e discutida com o profissional responsável pelo acompanhamento, considerando sintomas, histórico clínico, tratamentos anteriores, rotina e objetivos do cuidado.
TDAH e burnout: como a GnTech apoia um cuidado mais personalizado
Quando TDAH e burnout aparecem juntos, o cuidado precisa ir para além dos sintomas. A história de Juliana mostra que entender o funcionamento individual do organismo pode mudar a forma como o tratamento é conduzido.
É nesse contexto que a medicina personalizada se torna importante. A GnTech é uma healthtech pioneira em farmacogenética no Brasil e desenvolve testes genéticos que ajudam médicos a personalizar decisões no tratamento medicamentoso, inclusive do TDAH.
Conheça o Teste Farmacogenético PsicoGene TDAH da GnTech e converse com seu médico sobre formas de personalizar as decisões do seu tratamento.
Perguntas frequentes sobre TDAH e burnout
Terminou a leitura mas ainda tem dúvidas sobre TDAH e burnout? Veja se elas estão respondidas abaixo.
Pode contribuir para maior sobrecarga em alguns casos, principalmente quando há dificuldade de organização, impulsividade, excesso de demandas e pouca recuperação. Ainda assim, o burnout depende de múltiplos fatores e precisa de avaliação profissional.
Não. O teste farmacogenético não trata burnout. Ele analisa variações genéticas que podem influenciar a resposta a medicamentos, apoiando o médico em decisões mais personalizadas quando há tratamento medicamentoso envolvido.
Pessoas com TDAH podem conversar com o médico sobre o teste, especialmente quando há efeitos colaterais importantes, baixa resposta aos medicamentos ou histórico de várias tentativas de ajuste no tratamento.
Não. O PsicoGene TDAH é uma ferramenta de apoio à decisão clínica. O diagnóstico, a prescrição e qualquer ajuste de medicamento devem ser feitos pelo médico responsável pelo acompanhamento.



