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Qual remédio é bom para ansiedade? Entenda como escolher o tratamento ideal

Definir qual remédio é bom para ansiedade depende do diagnóstico, sintomas, histórico clínico e resposta individual ao tratamento.
  • Por Guido Boabaid
  • junho 30, 2026
  • Tempo: 7 minutos

A pergunta “qual remédio é bom para ansiedade” não tem uma resposta única, pois a escolha do tratamento depende do diagnóstico, da intensidade dos sintomas, do histórico clínico e das características individuais de cada paciente.

Inclusive, a genética exerce um forte impacto na resposta aos medicamentos, o que pode explicar por que duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem responder de formas totalmente distintas ao mesmo remédio. É nesse ponto que a farmacogenética pode ajudar, reduzindo a tentativa e erro no tratamento.

Neste artigo, apresentaremos os principais tipos de medicamentos que médicos utilizam para tratar transtornos de ansiedade, explicaremos como cada paciente deve escolher o tratamento de forma individualizada e mostraremos o papel da farmacogenética nesse processo.

Sumário

  • Qual remédio é bom para ansiedade? Entenda os tipos
    • Ansiolíticos
    • Antidepressivos (ISRS e IRSN)
    • Fitoterápicos
  • Como escolher o melhor remédio para ansiedade?
  • Por que não existe um único remédio bom para ansiedade?
  • A importância da farmacogenética para entender qual remédio é bom para ansiedade
  • Outras perguntas frequentes sobre ansiedade e medicações

Qual remédio é bom para ansiedade? Entenda os tipos

Infelizmente, não há como determinar um único remédio que funcione bem para todos os casos de ansiedade, já que a individualidade de cada paciente deve ser considerada. No entanto, existem vários tipos de medicamentos eficazes no combate aos sintomas: os ansiolíticos, os antidepressivos e os fitoterápicos.

A seguir, detalharemos cada um deles e mostraremos quando podem ser indicados.  

Ansiolíticos

Os ansiolíticos são remédios que atuam diretamente no sistema nervoso central para aliviar os sintomas físicos e emocionais da ansiedade.

Entre eles, destacam-se os medicamentos da classe dos benzodiazepínicos, medicamentos utilizados principalmente para alívio rápido dos sintomas e em crises de ansiedade agudas. Não são indicados para períodos prolongados de uso, pois têm um potencial de dependência e tolerância maior. 

Alguns dos ansiolíticos mais usados são:

  • Clonazepam;
  • Alprazolam;
  • Lorazepam;
  • Diazepam.

No vídeo abaixo, você vai entender um pouco mais como funcionam os ansiolíticos na prática:

Antidepressivos (ISRS e IRSN)

Os antidepressivos são a base do tratamento contínuo dos transtornos de ansiedade. Em geral, pertencem às classes dos ISRS e dos IRSN.

Eles atuam na regulação de neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, reduzindo a excitação cerebral e minimizando os sintomas.

No vídeo abaixo, você vai conferir como os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) atuam no cérebro para reduzir os sintomas da ansiedade:

Alguns dos antidepressivos mais usados como estratégia medicamentosa para tratar a ansiedade são:

  • Sertralina;
  • Escitalopram;
  • Fluoxetina;
  • Venlafaxina;
  • Duloxetina.

É importante notar que os antidepressivos costumam demorar algumas semanas para apresentar resultados, mas, em contrapartida, não apresentam o mesmo potencial de dependência dos benzodiazepínicos, o que os torna bastante seguros para o uso contínuo, desde que com acompanhamento médico.

Veja a seguir quais são os 5 antidepressivos mais buscados no Google e saiba mais sobre eles:

Fitoterápicos

Por fim, os fitoterápicos como a passiflora e a valeriana também podem ser coadjuvantes no combate à ansiedade. Embora possam ser utilizados em situações específicas e quadros leves de ansiedade, eles não substituem tratamentos médicos em casos moderados ou graves.

Os fitoterápicos são opções de calmante natural que usam compostos extraídos de plantas e atuam de forma mais discreta do que antidepressivos e ansiolíticos convencionais, que o psiquiatra precisa prescrever.

É importante ter em conta também que mesmo produtos naturais podem apresentar contraindicações e interações, daí a necessidade de acompanhamento.

Como escolher o melhor remédio para ansiedade?

O melhor remédio depende do diagnóstico e das características individuais do paciente. Diversos fatores, como sintomas predominantes, presença de depressão associada, histórico de resposta medicamentosa, comorbidades e risco de dependência influenciam a decisão médica. 

Por essas e outras razões, a recomendação mais importante é: busque um médico psiquiatra que ofereça um tratamento individualizado, que analise o seu contexto em profundidade e dê orientações personalizadas.

Por que não existe um único remédio bom para ansiedade?

Não há como fixar um único remédio bom para ansiedade em virtude da variabilidade individual, ou seja, a diferença de resposta que cada pessoa pode ter ao mesmo remédio, à mesma dose e pelo mesmo tempo de uso.

Na prática, isso significa que um medicamento pode funcionar muito bem para uma pessoa e ser pouco eficiente ou causar mais efeitos colaterais em outra. 

Por exemplo, dois pacientes com sintomas semelhantes podem responder de formas completamente diferentes ao mesmo medicamento.

Essa variação acontece devido a fatores biológicos, metabólicos e genéticos que influenciam a eficácia e a tolerabilidade do paciente. 

Um exemplo é o gene CYP2C19, que participa da metabolização de alguns antidepressivos usados no tratamento da ansiedade, como escitalopram e sertralina. 

Dependendo da variação genética, o organismo pode processar esses medicamentos mais rápido ou mais devagar, influenciando a resposta ao tratamento e o risco de efeitos colaterais.

Veja o caso do Diego, por exemplo, que enfrentou muitos anos de tentativa e erro antes de descobrir como a genética influenciava seu tratamento:

A importância da farmacogenética para entender qual remédio é bom para ansiedade

A resposta para a pergunta “qual remédio é bom para ansiedade” é: depende. Afinal, como ficou claro ao longo do texto, não existe um único remédio que seja ideal para todos os casos de ansiedade, e a escolha mais adequada depende de características clínicas e biológicas individuais.

Entender como o seu organismo pode responder aos medicamentos é uma forma de tornar o tratamento da ansiedade mais seguro e personalizado desde o início. 

O Teste Farmacogenético PsicoGene Pro, da GnTech, analisa variações genéticas associadas ao metabolismo, à toxicidade e à resposta a diferentes medicamentos, com interpretação baseada em diretrizes internacionais como CPIC e DPWG.

Com essas informações, o médico pode avaliar quais medicamentos exigem maior atenção, quais podem precisar de ajuste de dose e quais apresentam maior risco de efeitos adversos para o seu perfil. 

Conheça o PsicoGene Pro da GnTech e veja como a farmacogenética pode ajudar a reduzir a tentativa e erro nos tratamentos em saúde mental!

Outras perguntas frequentes sobre ansiedade e medicações

Se você ainda tem alguma dúvida sobre este conteúdo, confira as respostas para as perguntas mais frequentes abaixo:

Por que a ansiedade ataca o estômago?

Isso é comum porque existe uma conexão entre o cérebro e o sistema digestivo, por essa razão, o estresse e a ansiedade podem gerar sintomas gastrointestinais.

Pode tomar sertralina com 13 anos?

O uso de antidepressivos como a sertralina em adolescentes depende de avaliação médica especializada e de indicação clínica específica, e o tratamento, se realizado, deve ter acompanhamento médico contínuo.

Qual o melhor: sertralina ou duloxetina?

Não existe melhor medicamento de forma universal, já que cada fármaco é indicado para um caso diferente. A escolha do antidepressivo ideal depende do perfil clínico e individual de cada paciente e deve sempre ser feita por um médico especializado.

Foto de Guido Boabaid

Guido Boabaid

Psiquiatra e Psicoterapeuta. CEO e fundador da GnTech, Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Unisul - Pedra Branca. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais de 1.000 casos clínicos guiados pelo Teste Farmacogenético.

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