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Zolpidem: para que serve, como age no sono e cuidados no uso

O zolpidem é um sedativo-hipnótico indicado para insônia de curto prazo, que atua no sono e exige uso cuidadoso, com acompanhamento médico.
  • Por Guido Boabaid
  • janeiro 23, 2026
  • Tempo: 7 minutos

Dormir poucas horas ou passar a noite em claro muda o ritmo do dia seguinte, afeta o humor e interfere na concentração, e o Zolpidem costuma ser indicado como uma das opções para ajudar nesses momentos. 

Usado como remédio para dormir, ele atua no cérebro para facilitar o início do sono e reduzir despertares noturnos, razão pela qual é receitado em quadros de insônia de curta duração. 

Apesar dessa popularidade, trata-se de um sedativo-hipnótico que exige atenção, já que seus efeitos não se manifestam da mesma forma em todas as pessoas. Por isso, compreender como ele age, quais cuidados são necessários e por que o uso precisa de acompanhamento ajuda a tomar decisões mais seguras. 

Se você deseja entender melhor como o zolpidem atua sobre o sono, continue a leitura.

Sumário

  • O que é zolpidem e para que serve?
    • O zolpidem é tarja preta?
  • Quais são os efeitos colaterais do zolpidem?
  • Quantas horas de sono dura o zolpidem?
  • O uso prolongado de zolpidem pode causar dependência?
  • Por que a resposta ao zolpidem varia tanto entre as pessoas
  • Como a farmacogenética ajuda no uso mais seguro do zolpidem
  • Zolpidem e o cuidado com o sono: a personalização que faz  diferença
  • Perguntas frequentes sobre Zolpidem

O que é zolpidem e para que serve?

O zolpidem é um medicamento indicado para o tratamento de curto prazo da insônia, utilizado para facilitar o início ou a manutenção do sono. Ele pertence à classe dos sedativo-hipnótico conhecidos como Z-drugs e atua em receptores cerebrais ligados ao relaxamento e à indução do sono.

Seu uso costuma ocorrer em situações em que a pessoa apresenta dificuldade para adormecer ou que acorda várias vezes durante a noite, e sofre impacto na qualidade do sono. 

A prescrição geralmente considera períodos limitados, já que o uso contínuo aumenta o risco de efeitos indesejados. 

Por esse motivo, não se trata de um medicamento para automedicação nem para uso prolongado sem orientação, pois a adaptação do organismo pode reduzir o efeito esperado e aumentar eventos adversos.

Mulher tomando remédio para dormir

O zolpidem é tarja preta?

Sim, o zolpidem é classificado como tarja preta e faz parte da lista de medicamentos de controle especial. 

Desde 2024, a Anvisa determinou que todas as apresentações do zolpidem, independentemente da dosagem, passem a exigir a Notificação de Receita B, conhecida como receita azul, que fica retida na farmácia no momento da compra.

Essa decisão ocorreu após o aumento de relatos de uso irregular, eventos adversos e quadros de dependência associados ao medicamento.

A medida busca ampliar a segurança do tratamento do sono e reduzir riscos relacionados ao uso indevido ou prolongado.

Quais são os efeitos colaterais do zolpidem?

Os efeitos colaterais do zolpidem incluem reações no sistema nervoso central e alterações no comportamento durante o sono. Eles podem surgir mesmo em doses habituais e variam bastante entre os pacientes.

Entre os efeitos mais relatados, estão:

  • Sonolência ao longo do dia seguinte;
  • Tontura e sensação de cabeça leve;
  • Episódios de amnésia, com dificuldade de lembrar eventos recentes;
  • Comportamento incomum durante o sono, como levantar, comer ou falar sem plena consciência.

Essas reações tendem a ser mais frequentes com doses elevadas, uso prolongado ou associação com álcool. Ainda assim, pessoas com maior sensibilidade podem apresentar sintomas mesmo em períodos curtos, o que reforça a importância de avaliar riscos de forma individual.

Quantas horas de sono dura o zolpidem?

O zolpidem costuma induzir o sono entre 15 e 30 minutos após a ingestão, com efeito que dura algumas horas. Em média, a ação se mantém por cerca de 6 a 8 horas, o que favorece o repouso noturno.

A duração do efeito depende da dose utilizada, do horário de administração e do metabolismo de cada pessoa. 

Pacientes que metabolizam o medicamento mais lentamente podem acordar com sensação de sedação residual, enquanto outros percebem menor impacto na qualidade do sono. Por isso, o ajuste da dose e do horário precisa considerar o funcionamento do organismo e a rotina diária.

O uso prolongado de zolpidem pode causar dependência?

Sim, o uso prolongado de zolpidem pode trazer efeitos colaterais como a dependência, tolerância e sintomas de abstinência. Esses riscos aumentam quando o medicamento é utilizado por períodos maiores do que o recomendado e sem a orientação adequada.

Da mesma forma, a interrupção abrupta após uso contínuo pode provocar abstinência, com retorno intenso da insônia, ansiedade e agitação. 

Diante disso, o acompanhamento médico é indispensável tanto para definir o tempo de uso quanto para orientar a redução gradual, quando necessária.

Por que a resposta ao zolpidem varia tanto entre as pessoas

A resposta ao zolpidem varia porque cada organismo processa medicamentos de forma diferente. Fatores ligados ao sistema nervoso, ao fígado e à genética influenciam a intensidade, a duração e o risco de efeitos adversos.

Alguns pontos que ajudam a entender essa resposta individual são:

  • Diferenças no metabolismo hepático do fármaco;
  • Variações genéticas que alteram a ação nos receptores cerebrais;
  • Idade, peso e uso de outros medicamentos;
  • Sensibilidade individual a substâncias sedativas.
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Como a farmacogenética ajuda no uso mais seguro do zolpidem

A farmacogenética permite compreender como o organismo de cada pessoa metaboliza diversos tipos de medicamentos, incluindo o zolpidem. A partir da análise genética, é possível antecipar respostas, reduzir tentativas repetidas de ajuste e conduzir o tratamento de forma personalizada.

Nesse contexto, a GnTech atua como apoio ao médico por meio de testes farmacogenéticos como o TotalGene, que avalia a relação entre 230 fármacos e 61 genes. 

Entre os benefícios desse teste genético, estão:

  • Análise da capacidade individual de metabolismo de medicamentos, auxiliando no ajuste de dose;
  • Apoio na escolha do fármaco mais adequado conforme variações genéticas;
  • Aumento de até 30% nas taxas de resposta ao tratamento;
  • Redução de hospitalizações e visitas à emergência;
  • Diminuição de eventos adversos associados ao uso medicamentoso.

Dessa forma, a medicina personalizada proporciona ao tratamento mais previsibilidade e segurança.

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Zolpidem e o cuidado com o sono: a personalização que faz  diferença

Como vimos, o zolpidem pode ser útil no tratamento da insônia quando indicado por períodos curtos e com orientação adequada. No entanto, o uso criterioso depende do entendimento sobre efeitos, riscos e diferenças individuais na resposta ao medicamento. 

Ao considerar fatores genéticos e metabólicos, as decisões clínicas se tornam mais seguras e alinhadas às necessidades de cada pessoa. 

Para quem busca esse nível de cuidado, conhecer como a GnTech apoia médicos com testes farmacogenéticos amplia as possibilidades de um manejo mais individualizado das condições relacionadas ao sono. 

Então não perca tempo. Conheça hoje mesmo o Teste Farmacogenético TotalGene e garanta noites mais tranquilas e mais qualidade do sono o quanto antes. 

Perguntas frequentes sobre Zolpidem

Algumas dúvidas são comuns entre pessoas que utilizam ou consideram o uso do zolpidem para dormir. Veja as respostas abaixo.

O zolpidem foi proibido pela Anvisa?

Não. O zolpidem segue aprovado pela Anvisa, com venda controlada e exigência de receita médica.

Qual é mais forte, zolpidem ou clonazepam?

São medicamentos diferentes. O zolpidem atua no sono, enquanto o clonazepam, também chamado de rivotril, é um benzodiazepínico com outras indicações e perfil de efeitos distintos.

O zolpidem pode causar infarto?

Não há relação do medicamento com infarto, mas o uso inadequado pode aumentar riscos em pessoas com condições cardíacas, o que exige avaliação médica prévia.

Foto de Guido Boabaid

Guido Boabaid

Psiquiatra e Psicoterapeuta. CEO e fundador da GnTech, Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Unisul - Pedra Branca. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais de 1.000 casos clínicos guiados pelo Teste Farmacogenético.

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