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Amitriptilina: para que serve, quando é indicada e cuidados no uso

A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico usado para depressão, dor crônica e insônia, atuando na serotonina e noradrenalina.
  • Por Guido Boabaid
  • fevereiro 17, 2026
  • Tempo: 7 minutos

A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico amplamente indicado e utilizado em todo o mundo. Ela atua principalmente inibindo a recaptação de serotonina e noradrenalina no cérebro, ajudando a equilibrar o humor.

Além de ser usada para tratar a depressão, ela também tem outras indicações, como o manejo de dores crônicas e distúrbios do sono. Porém, não deve ser tomada por conta própria, já que se de um medicamento que exige prescrição e acompanhamento médico.

Apesar de sua ampla adoção, a resposta à amitriptilina pode variar de pessoa para pessoa, portanto, é preciso que o tratamento seja personalizado para garantir que o paciente tenha os melhores resultados possíveis.

Neste artigo, abordaremos quais são os efeitos da amitriptilina, mostraremos como ela atua no organismo e explicaremos quais são as indicações. Acompanhe.

Sumário

  • O que é amitriptilina e para que serve?
  • Como a amitriptilina age?
  • Quais são os efeitos colaterais da amitriptilina?
    • O que não pode tomar junto com amitriptilina?
  • Por que amitriptilina faz dormir?
  • Como a farmacogenética pode apoiar o uso da amitriptilina
  • Amitriptilina e tratamento personalizado: mais segurança no cuidado
  • Perguntas frequentes sobre Amitriptilina

O que é amitriptilina e para que serve?

O cloridrato de amitriptilina é um medicamento da classe dos antidepressivos tricíclicos. Esse fármaco bloqueia os transportadores de serotonina e noradrenalina, aumentando sua disponibilidade nas sinapses neurais, o que alivia sintomas depressivos. Além disso, possui efeitos sedativos e ansiolíticos devido a interações com receptores histamínicos e muscarínicos

É um medicamento que atua no sistema nervoso central e exige receita médica. Entre as principais indicações clínicas estão: 

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Dor neuropática;
  • Fibromialgia;
  • Enxaqueca;
  • Insônia;
  • Enurese noturna.
Mulher segurando comprimido entre os dedos, com expressão séria.

Como a amitriptilina age?

A amitriptilina age bloqueando a recaptação de serotonina e noradrenalina no cérebro para aliviar sintomas de depressão e dor.

Imagine os neurônios como mensageiros que liberam serotonina e noradrenalina para transmitir sinais de humor e energia. Normalmente, após a mensagem, um “transportador” puxa esses neurotransmissores de volta para o neurônio emissor, reduzindo sua ação.

O mecanismo de ação da amitriptilina bloqueia essa bomba, deixando mais serotonina e noradrenalina disponíveis mais tempo, o que potencializa a comunicação neural e melhora o humor e a disposição.

Ela também ajuda na eficácia contra sintomas como enurese noturna ou dores funcionais, mas causa efeitos colaterais como boca seca, constipação e visão turva.

​Além disso, tem efeitos anti-histamínicos, gerando um efeito sedativo que pode ser útil para insônia ou ansiedade.

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Quais são os efeitos colaterais da amitriptilina?

A amitriptilina causa efeitos colaterais variados como sonolência, tontura, boca seca e constipação, que tendem a ser mais intensos no início do tratamento, enquanto o corpo se adapta, e em pacientes idosos, devido a alterações fisiológicas como metabolismo mais lento e maior sensibilidade.

Eles podem ocorrer em até 10% dos pacientes. No início, o organismo reage com picos de bloqueio receptor, amplificando esses sintomas, mas adapta-se em poucas semanas, reduzindo a intensidade progressivamente.

Já os efeitos graves e menos comuns são:

  • Taquicardia;
  • Convulsões;
  • Síndrome serotoninérgica, com confusão, febre e rigidez muscular;
  • Reações alérgicas graves, como urticária e inchaço facial;
  • Piora da depressão, com ideação suicida.

O paciente deve procurar atendimento de emergência caso perceba reações adversas como batimentos cardíacos irregulares, dor torácica, convulsões, febre alta com rigidez, alucinações, inchaço facial e dificuldade respiratória ou pensamentos suicidas.

Vale ressaltar que os efeitos variam de acordo com a dose, a genética e a saúde individual, e que o tratamento nunca deve ser interrompido abruptamente, já que isso pode causar síndrome de descontinuação e levar a sintomas como náusea, ansiedade e irritabilidade. 

Por isso, o ideal é reduzir gradualmente a dose sob orientação médica.

O que não pode tomar junto com amitriptilina?

Existem combinações que podem trazer riscos durante o uso da amitriptilina, como por exemplo:

  • Medicamentos que atuam no sistema nervoso central, pois a combinação pode aumentar a sonolência, a confusão ou a lentidão de raciocínio;
  • Bebidas alcoólicas, já que o álcool pode intensificar efeitos como sedação e queda de atenção;
  • Medicamentos para ansiedade, insônia ou dor, uma vez que o uso conjunto precisa de avaliação profissional;
  • Outros antidepressivos, porque a associação sem acompanhamento pode alterar a resposta do organismo;
  • Fitoterápicos e suplementos, afinal, ser uma substância “natural” não significa ausência de interação.

Por que amitriptilina faz dormir?

A amitriptilina causa sonolência principalmente pelo bloqueio dos receptores de histamina no cérebro, que regula o ciclo sono-vigília.

Ao bloquear seus receptores H1, a amitriptilina reduz essa estimulação cerebral, induzindo relaxamento e sono profundo, similar ao efeito de anti-histamínicos. Esse mecanismo é rápido, manifestando-se nas primeiras doses.

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Como a farmacogenética pode apoiar o uso da amitriptilina

A metabolização da amitriptilina varia conforme fatores genéticos e, por isso, é diferente de pessoa para pessoa. Nesse sentido, realizar um teste farmacogenético da GnTech pode fazer toda a diferença, pois isso ajuda o médico a ajustar a dose, reduzir os riscos associados ao uso do medicamento e aumentar a previsibilidade do tratamento.

O PsicoGene Select combina praticidade e uma análise abrangente para otimizar o tratamento medicamentoso, e é focado em medicamentos para ansiedade e depressão, como é o caso da amitriptilina.

Com essa ferramenta, o paciente e o médico têm acesso a informações detalhadas sobre como o organismo metaboliza medicamentos, de modo que a prescrição e os ajustes de dose possam ser realizados com maior precisão, e que a resposta positiva à terapêutica seja menor.

Amitriptilina e tratamento personalizado: mais segurança no cuidado

A amitriptilina é um medicamento útil e versátil, mas exige atenção porque pode trazer efeitos colaterais. Por isso, é indispensável contar com acompanhamento médico e personalização do tratamento.

A GnTech apoia médicos na escolha e ajuste de medicamentos com testes que podem trazer mais qualidade de vida para o paciente e um tratamento direcionado desde o início. É a medicina e a farmacogenética trabalhando juntas para trazer ainda mais individualização e segurança para o tratamento com a amitriptilina.

Quer saber mais? Conheça o PsicoGene Select e confira os benefícios!

Perguntas frequentes sobre Amitriptilina

Ainda ficou com dúvidas a respeito do tratamento com amitriptilina? Então confira se elas estão respondidas a seguir.

Estou com crise de ansiedade, posso tomar amitriptilina?

A amitriptilina é um medicamento que exige receita médica e acompanhamento, e não deve ser tomado por conta própria.

Por que amitriptilina faz dormir?

A amitriptilina causa sonolência principalmente pelo forte bloqueio dos receptores H1 de histamina no cérebro, reduzindo o estado de alerta e promovendo relaxamento, similar a anti-histamínicos. Isso é reforçado pela ação anticolinérgica, que inibe a acetilcolina e diminui a excitação neuronal.

Como a pessoa fica depois de tomar amitriptilina?
 

Logo após tomar amitriptilina, a pessoa costuma ficar mais sonolenta, relaxada e lenta, muitas vezes com sensação de boca seca, tontura leve e possível “cansaço mental”, podendo ter reflexos e concentração reduzidos, principalmente nas primeiras semanas de uso.

Foto de Guido Boabaid

Guido Boabaid

Psiquiatra e Psicoterapeuta. CEO e fundador da GnTech, Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Unisul - Pedra Branca. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais de 1.000 casos clínicos guiados pelo Teste Farmacogenético.

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