Trazodona: para que serve, como age e quais cuidados exige
- Por Guido Boabaid
- Tempo: 6 minutos
Trazodona é um medicamento antidepressivo atípico com ação sedativa, frequentemente utilizado em casos de depressão associada à insônia. Ela também pode ser indicada para tratar ansiedade associada à depressão, dor crônica, neuropatia diabética e dificuldades para manter o sono.
Apesar de esse fármaco ser considerado muito seguro e eficiente, a resposta ao medicamento pode variar entre indivíduos, tanto em eficácia quanto em tolerabilidade, com possíveis efeitos colaterais, como sonolência excessiva, tontura e alterações cognitivas.
Vale ressaltar que fatores genéticos podem influenciar a metabolização e a resposta a psicofármacos e, nesse contexto, a farmacogenética pode dar apoio à decisão médica.
Neste artigo, explicaremos o que é e para que serve a trazodona, como ela age no organismo, quais são seus efeitos colaterais mais comuns e quais cuidados devem ser tomados. Também abordaremos como a farmacogenética pode ser útil para potencializar o tratamento.
Sumário
O que é trazodona?
A trazodona é um medicamento da classe dos antidepressivos atípicos, utilizado no tratamento da depressão com ou sem ansiedade, da insônia associada a esses quadros e, em alguns casos, de dor crônica e neuropatia diabética.
Seu princípio ativo é cloridrato de trazodona, mas é encontrada comercialmente com nomes como Donaren, Loredon e Sonic. Como seu uso está bastante associado à depressão com insônia e ela tem perfil sedativo, o uso noturno é muito frequente.
Trata-se de um medicamento que apresenta eficácia comprovada para tratar diversas condições clínicas, mas é preciso lembrar que a definição da dose e do horário depende de avaliação médica e que ela não deve ser tomada sem prescrição e acompanhamento contínuo.
Para que serve?
A trazodona é um medicamento versátil. Ela pode ser usada para tratar doenças como depressão maior, que pode ou não estar associada a quadros de ansiedade, além de insônia, dor crônica e neuropatia diabética.
Como a trazodona funciona?
O medicamento atua modulando a serotonina, um neurotransmissor responsável pelo comportamento e o humor. Suas propriedades sedativas ajudam a explicar o uso frequente em pacientes com depressão associada à insônia, daí o fato de o uso no período noturno ser o mais comum.
Devido à sua ação no sistema nervoso central, existe a possibilidade de efeitos cognitivos além dos sedativos. Ainda, a resposta ao tratamento é individual, variando bastante de paciente para paciente. Por isso, há necessidade de acompanhamento médico durante o tratamento com trazodona.
Quais são os principais efeitos colaterais da trazodona?
Todo medicamento pode causar efeitos colaterais indesejados. No caso da trazodona, alguns dos mais comuns são:
- Sonolência excessiva;
- Tontura;
- Boca seca;
- Alterações cognitivas;
- Possível desconforto gastrointestinal.
Quem toma trazodona emagrece?
A trazodona não deve ser usada com objetivo de emagrecimento, pois alterações de peso não são o foco terapêutico do medicamento. Além disso, não h a resposta metabólica pode variar de indivíduo para indivíduo.
A trazodona dá sono?
Sim, a trazodona pode causar sono e, justamente por isso, costuma ser prescrita em casos em que há insônia associada à depressão.
O efeito sedativo acontece porque o medicamento bloqueia receptores de histamina H1 e receptores alfa1-adrenérgicos, além de agir em receptores serotoninérgicos. Essa ação reduz a vigilância cerebral e facilita o início do sono.
Esse efeito costuma ser desejável quando a pessoa tem depressão ou ansiedade com insônia, ou quando o médico quer aproveitar a sonolência como parte do tratamento noturno.
Em muitos casos esse efeito diminui ao longo da manhã, mas se persistir ou for intenso, o ajuste da dose ou do horário podem ser questões a serem discutidas com o médico que acompanha o paciente.
Porém, pode se tornar excessivo ou indesejável quando a sedação ultrapassa o objetivo terapêutico e causa sonolência forte, tontura, fadiga, lentidão e até prejuízo de coordenação. Na rotina, isso pode atrapalhar a execução de tarefas como dirigir, trabalhar, estudar e fazer atividades que exigem atenção logo após a dose.
No dia seguinte, o impacto mais comum é uma espécie de “ressaca” medicamentosa leve, com sonolência residual, cabeça mais lenta e sensação de cansaço, sobretudo se a dose for alta ou se a pessoa dormir pouco tempo após tomar o remédio.
Trazodona e variabilidade individual no tratamento
É importante enfatizar que a resposta ao medicamento pode variar bastante, tanto em relação à eficácia quanto à intensidade dos efeitos adversos. Essa variabilidade está relacionada a fatores clínicos, metabólicos e genéticos.
Essas diferenças de respostas ao tratamento ajudam a entender por que alguns pacientes toleram melhor a trazodona, enquanto outros apresentam mais sedação, tontura ou prejuízo funcional.
A GnTech ajuda a personalizar o tratamento com trazodona
A trazodona é um antidepressivo útil em diferentes contextos clínicos, principalmente em quadros de depressão associada à insônia. Mas, como vimos, a resposta terapêutica ao tratamento com esse fármaco varia entre os pacientes, já que fatores genéticos influenciam a metabolização e a resposta a psicofármacos.
Por essa razão, a farmacogenética pode potencializar o tratamento com a trazodona, auxiliando o médico a decidir se esse medicamento é de fato a melhor opção e a ajustar a dose de acordo com a tolerância e a necessidade de cada paciente.
O Teste Farmacogenético PsicoGene Select é uma importante ferramenta de apoio à decisão médica, e contribui para uma escolha mais individualizada do tratamento, trazendo maior previsibilidade de resposta e melhor tolerabilidade.
Conheça o teste e seus benefícios no tratamento com antidepressivos!
Perguntas frequentes sobre trazodona
Se você ainda tem dúvidas, confira se as respostas para elas estão listadas abaixo.
Sim, uma das indicações da trazodona é para tratar a insônia, devido ao seu efeito sedativo.
De acordo com a bula e estudos clínicos confiáveis, a trazodona não causa dependência química, síndrome de abstinência ou tolerância, embora a interrupção abrupta não seja recomendada
Essa prática não é indicada. Eventuais ajustes de dose ou a suspensão do tratamento devem ser feitos apenas com orientação profissional.
Ambos os medicamentos podem ser usados para o tratamento da depressão, mas têm perfis farmacológicos e mecanismos de ação diferentes. O seu uso deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico.



