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Aripiprazol: para que serve, como age e quais cuidados exige

O aripiprazol é um antipsicótico atípico que atua como agonista parcial nos receptores de dopamina e serotonina, estabilizando os níveis desses neurotransmissores no cérebro.
  • Por Guido Boabaid
  • maio 6, 2026
  • Tempo: 9 minutos

O aripiprazol é um antipsicótico atípico utilizado no tratamento da esquizofrenia, do transtorno bipolar, como adjuvante em alguns casos de depressão e também em situações específicas de irritabilidade associada ao TEA (Transtorno do Espectro Autista). 

Ele exige receita médica especial e acompanhamento contínuo, uma vez que a resposta varia de paciente para paciente e pode haver efeitos colaterais.

Esse fármaco atua na modulação da dopamina e da serotonina, estabilizando os níveis desses neurotransmissores no cérebro do paciente, e sua prescrição deve levar em conta o contexto clínico, a dose, o tempo de uso e o perfil individual.

Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o aripiprazol: o que é, como age no organismo, quais benefícios pode gerar ao paciente em tratamento, quais são os efeitos colaterais mais comuns e os principais cuidados. Acompanhe!

Sumário

  • O que é aripiprazol?
  • Para que é indicado o aripiprazol?
  • Como funciona e posologia
  • Precauções e efeitos colaterais do aripiprazol
    • Aripiprazol no autismo: benefícios e pontos de atenção
    • Aripiprazol e ganho de peso: o papel da genética
    • Por que essa visão é importante na prática?
  • Como fica uma pessoa que toma aripiprazol?
  • Aripiprazol no TEA
  • GnTech e a personalização do tratamento com aripiprazol
  • Perguntas frequentes sobre aripiprazol

O que é aripiprazol?

Aripiprazol, com princípio ativo de mesmo nome, é um medicamento da classe dos antipsicóticos atípicos. Ele atua basicamente como agonista parcial nos receptores de dopamina D2 e serotonina 5HT1A, estabilizando os níveis desses neurotransmissores no sistema nervoso central.

O medicamento tem um mecanismo único que modula a atividade dopaminérgica, reduzindo excessos em algumas áreas enquanto corrige déficits em outras. Devido à sua versatilidade é indicado para tratar diversas condições.

Na prática, isso significa que o aripiprazol ajuda o cérebro a funcionar de forma mais equilibrada.

Ele não “bloqueia totalmente” os neurotransmissores, mas atua como um regulador, diminuindo quando estão em excesso e estimulando quando estão em falta. 

Esse efeito ajuda a melhorar sintomas como irritabilidade, agitação, alterações de humor e hiperatividade.

Leia também:

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Para que é indicado o aripiprazol?

O aripiprazol é utilizado no tratamento de diversos transtornos. Ele é indicado, principalmente, para o tratamento da esquizofrenia, do transtorno bipolar, da depressão maior (nesse caso, como adjuvante), da síndrome de Tourette e sintomas de irritabilidade associada ao TEA.

Ele alivia sintomas da esquizofrenia e melhora a qualidade de vida dos pacientes bipolares em episódios de mania ou mistos, seja em monoterapia, seja associado a outros remédios, como o lítio.

Além disso, ajuda a manejar os quadros de agressividade e irritabilidade que podem ser apresentados por pessoas dentro do espectro do autismo e pode até auxiliar no combate à depressão.

Aqui, é importante diferenciarmos a indicação principal, uso adjunto e uso em manutenção.

Indicação principal é o uso para o qual o medicamento foi prioritariamente aprovado e é prescrito de forma mais direta, como o objetivo central do tratamento. Uso adjunto significa que o medicamento é usado junto com outro para reforçar o efeito, não como tratamento único. Já o uso em manutenção corresponde ao uso contínuo para manter a melhora ou prevenir recaídas depois da fase aguda do quadro.

Como funciona e posologia

O aripiprazol atua modulando neurotransmissores como dopamina e serotonina, o que ajuda a estabilizar sintomas psiquiátricos em diferentes contextos clínicos.

O mecanismo de ação é simples de entender. O aripiprazol se liga à dopamina e serotonina, receptores presentes no cérebro que estão ligados ao humor e ao comportamento.

Assim, se a dopamina estiver elevada, ele diminui a atividade, e, se estiver excessivamente baixa, ele aumenta a atividade, ajudando a manter um nível mais estável de funcionamento cerebral e, de forma moderada, ajudando na recaptação da serotonina.

Quanto à posologia, as doses usuais podem variar de 10 a 30 mg por dia, mas a prescrição deve ser sempre individualizada. O ajuste de dose depende do diagnóstico, da resposta clínica e da tolerabilidade ao medicamento.

Precauções e efeitos colaterais do aripiprazol

Como quase todo medicamento, o aripiprazol pode causar alguns efeitos colaterais, sendo os mais comuns:

  • Visão embaçada;
  • Aumento da saliva;
  • Rigidez muscular;
  • Tremores ou movimentos involuntários;
  • Inquietação (acatisia);
  • Ganho de peso;
  • Náuseas, vômitos ou constipação;
  • Alterações do apetite;
  • Dor de cabeça, tontura, sonolência ou fadiga;
  • Insônia;
  • Sintomas semelhantes a resfriado.

Por causa dessas possibilidades, o acompanhamento médico contínuo é indispensável, sobretudo em uso prolongado, em idosos, em pacientes com comorbidades e em casos de combinação com outros medicamentos.

Aripiprazol no autismo: benefícios e pontos de atenção

O aripiprazol não trata o autismo em si, mas pode ser indicado para o controle de sintomas comportamentais associados ao TEA, principalmente em crianças e adolescentes.

Entre os principais benefícios observados estão a redução de:

  • Irritabilidade;
  • Hiperatividade;
  • Agressividade;
  • Comportamentos disruptivos.

Apesar da eficácia, essa população costuma ser mais sensível aos efeitos adversos, o que exige um monitoramento ainda mais próximo. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Ganho de peso;
  • Sedação;
  • Alterações neurológicas.

Por isso, a decisão de uso deve considerar não apenas os sintomas, mas também o perfil individual do paciente, incluindo fatores metabólicos (como a atividade da enzima CYP2D6), histórico de resposta a medicamentos e maior sensibilidade a efeitos colaterais, comum no TEA.

Aripiprazol e ganho de peso: o papel da genética

De forma geral, o aripiprazol apresenta menor risco metabólico quando comparado a outros antipsicóticos. No entanto, esse risco não é igual para todos e a genética tem um papel importante nessa variação.

O medicamento atua em receptores cerebrais ligados à dopamina e à serotonina (como D2, D3, 5-HT1A e 5-HT2A), que também participam do controle do apetite, do comportamento alimentar e do metabolismo.

Nesse contexto, alguns genes se destacam. O gene HTR2C está diretamente relacionado a:

  • Controle do apetite;
  • Regulação do humor;
  • Modulação da dopamina.

Na prática, alterações (polimorfismos) no HTR2C podem aumentar o risco de ganho de peso e mudanças no comportamento alimentar durante o uso do medicamento.

Já o gene MC4R (metabolismo energético) está ligado a:

  • Regulação da fome;
  • Controle do gasto energético;
  • Equilíbrio do peso corporal.

Isso significa que variantes no MC4R podem predispor o paciente a maior ganho de peso, mesmo com medicamentos considerados de menor risco metabólico.

Por que essa visão é importante na prática?

Essas diferenças ajudam a explicar por que duas pessoas podem usar o mesmo medicamento e ter respostas completamente distintas, tanto em eficácia quanto em efeitos colaterais.

Isso reforça a importância de sair do modelo de tentativa e erro e avançar para uma abordagem mais personalizada. Ao considerar fatores genéticos, é possível prever melhor riscos como ganho de peso, ajustar escolhas terapêuticas e tornar o tratamento mais seguro, eficaz e aderente.

Como fica uma pessoa que toma aripiprazol?

Alguns pacientes costumam perceber melhora da estabilidade emocional, redução de sintomas psicóticos ou de irritabilidade, enquanto outros podem apresentar efeitos adversos, como inquietação, sonolência ou tontura. 

Entretanto, como já reforçado, o estado geral de uma pessoa em tratamento com aripiprazol pode variar muito de indivíduo para indivíduo. Vale destacar, ainda, que o paciente deve comunicar qualquer mudança relevante para o médico.

Aripiprazol no TEA

No caso de pacientes que estão no espectro autista, inclusive crianças, o aripiprazol pode contribuir para manejo de irritabilidade, agressividade e impulsividade associadas ao TEA, mas sempre com acompanhamento médico.

Em crianças autistas, é comum que o medicamento ajude a controlar, inclusive, a autoagressão comum em alguns pacientes. No entanto, é preciso ter em mente que o medicamento não trata o autismo em si, embora possa ajudar no manejo de sintomas associados.

GnTech e a personalização do tratamento com aripiprazol

Uma coisa que precisa ficar no radar é que a resposta ao aripiprazol pode variar entre pacientes, tanto em eficácia quanto em efeitos colaterais. E fatores genéticos podem contribuir para essa diferença. É aí que a farmacogenética pode ajudar.

A GnTech é referência em farmacogenética e desenvolveu o Teste Farmacogenético PsicoGene TEA como ferramenta de apoio à decisão médica, contribuindo para maior segurança e personalização no tratamento do TEA e outros transtornos, em especial nos casos de uso prolongado ou em combinação com outros fármacos.

Como procuramos deixar claro, o aripiprazol é um medicamento importante na prática clínica, mas exige avaliação individual, acompanhamento contínuo e atenção à tolerabilidade. Conheça o Teste Farmacogenético TEA da GnTech e saiba como otimizar o tratamento com esse remédio!

Perguntas frequentes sobre aripiprazol

Ficou com alguma dúvida? Então confira se a resposta a ela está listada abaixo.

Aripiprazol engorda?

Em alguns pacientes, o aripiprazol pode ter como efeito colateral o ganho de peso, mas não são todos que terão essa reação, já que a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa.

Aripiprazol pode dar sono?

Um dos efeitos colaterais possíveis do aripiprazol é a sonolência, sim. O médico que te acompanha deve monitorar esse e outros efeitos colaterais, e, quando necessário, ajustar a dose.

Posso parar de tomar aripiprazol de uma vez?

Não é indicado. A interrupção do tratamento deve passar pelo médico e o desmame deve ser lento e gradual.

Qual a diferença da risperidona para o aripiprazol?

Ambos os medicamentos são antipsicóticos atípicos, mas eles diferem no mecanismo de ação, além de terem perfis farmacológicos, efeitos colaterais e aplicações clínicas distintas.

O aripiprazol acalma?

O aripiprazol pode ajudar a reduzir a agitação, irritabilidade e impulsividade em alguns pacientes, mas isso não significa que ele funcione como um calmante comum. Na verdade, o efeito depende do diagnóstico, da dose e da resposta individual.

Foto de Guido Boabaid

Guido Boabaid

Psiquiatra e Psicoterapeuta. CEO e fundador da GnTech, Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Unisul - Pedra Branca. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais de 1.000 casos clínicos guiados pelo Teste Farmacogenético.

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