Antidepressivo engorda? Entenda os efeitos no peso e como os testes farmacogenéticos podem ajudar
- Por Guido Boabaid
- 24/03/2026
- Tempo: 8 minutos
Quem nunca ouviu alguém dizer que começou a tomar antidepressivos e, de repente, percebeu um aumento no peso? Mas será que realmente o antidepressivo engorda?
Essa é uma dúvida muito comum, e a verdade é que sim, alguns antidepressivos podem levar ao ganho de peso. Mas por que isso acontece? Todos os medicamentos causam esse efeito? E o que fazer para evitar?
Se você está passando por isso ou tem receio de iniciar um tratamento por medo de engordar, continue lendo.
Neste conteúdo, vamos explicar tudo sobre essa relação entre antidepressivos e ganho de peso, além de mostrar como os testes farmacogenéticos podem ajudar a escolher o medicamento ideal para você.
Sumário
Antidepressivos e ganho de peso: qual a relação?
Se você já ouviu falar que antidepressivo engorda, saiba que essa não é apenas uma impressão. De fato, o ganho de peso é um dos efeitos colaterais ligados ao uso de medicamentos antidepressivos, mas isso tem explicação científica.
Estudos da Universidade de Harvard apontam que certos antidepressivos podem levar ao aumento do apetite e alterar o metabolismo, levando ao acúmulo de gordura corporal.
O motivo pode estar relacionado à forma como esses medicamentos influenciam a serotonina, um neurotransmissor que está ligado à sensação de bem-estar e ao controle do apetite.
Portanto, algumas pessoas podem ter uma predisposição maior para ganhar peso ao usar esses medicamentos.
É preciso esclarecer, no entanto, que o ganho de peso não ocorre em todos os pacientes, já que cada organismo responde de uma maneira aos medicamentos psiquiátricos. Também é importante pontuar que não são todos os antidepressivos que apresentam esse efeito colateral.

Por que os antidepressivos aumentam o peso?
Os mecanismos que levam ao ganho de peso com antidepressivos são variados. Entre os principais fatores, podemos citar:
- Aumento do apetite: alguns medicamentos podem gerar mais fome, levando ao consumo excessivo de calorias;
- Alteração na serotonina: esse neurotransmissor regula o humor e também tem relação com o apetite. Quando alterado, ele pode influenciar na vontade de comer mais;
- Redução do metabolismo: certos antidepressivos podem desacelerar a taxa metabólica, e com isso, ocorre o acúmulo de gordura;
- Efeitos hormonais: mudanças hormonais podem interferir na forma como o corpo armazena gordura, contribuindo para o aumento de peso.
Ou seja, o ganho de peso não acontece simplesmente por um fator isolado, mas sim por um conjunto de reações do organismo ao uso desses fármacos.
Impactos emocionais no tratamento com antidepressivos
Muitas pessoas iniciam o tratamento com antidepressivos buscando melhorar sua saúde mental, mas acabam se deparando com um efeito colateral indesejado: o ganho de peso.
Isso afeta a autoestima e tem influência psicológica muito grande nos pacientes, o que prejudica a adesão terapêutica e pode até mesmo levar ao abandono do tratamento, o que é muito grave.
O peso é um fator sensível para muitas pessoas, e notar essas mudanças corporais ao se olhar no espelho ou percebendo as roupas mais apertadas pode gerar insegurança, ansiedade e até mesmo agravar os sintomas depressivos, levando a uma deterioração da saúde mental do paciente.
Por isso, o ideal é sempre consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento com antidepressivos e buscar formas de personalizar e ajustar a conduta para que os efeitos sejam os mínimos possíveis.
Um acompanhamento médico rigoroso e a personalização, nesse contexto, são indispensáveis para que o tratamento seja o mais efetivo e com menos efeitos adversos possível.
Qual o antidepressivo que engorda?
Outro estudo feito pela Universidade de Harvard analisou alguns tipos de antidepressivos, e a conclusão foi que os seguintes medicamentos podem levam ao ganho de peso:
- Escitalopram;
- Paroxetina;
- Duloxetina;
- Venlafaxina;
- Citalopram.
Um outro estudo feito no Canadá também trouxe alguns antidepressivos associados ao ganho de peso, como a Amitriptilina e a Mirtazapina.
Alguns fármacos se mostraram neutros em relação ao ganho de peso, como por exemplo a Fluoxetina, também citada no estudo de Harvard, e a Sertralina. Já a Bupropiona foi a única associada à perda de peso.
Como podemos ver, portanto, a verdade é que nem todo antidepressivo engorda, mas alguns medicamentos psiquiátricos são, sim, mais propensos a esse efeito.
Qual remédio emagrece mais, fluoxetina ou sertralina?
A fluoxetina e a sertralina são antidepressivos da classe dos ISRS, mas apresentam diferenças consideráveis no impacto sobre o apetite e o peso. A fluoxetina pode causar redução do apetite e leve perda de peso no início do tratamento, enquanto a sertralina tende a ter um perfil mais neutro, podendo inclusive levar a variações de peso ao longo do uso.
Vale lembrar que o efeito no peso não é garantido nem uniforme, pois depende de fatores como organismo, dose, tempo de uso e resposta individual.
Por isso, é importante ter em mente que, ao longo do tratamento, o peso pode se estabilizar ou até aumentar, independentemente do medicamento.
E atenção, nenhum desses medicamentos deve ser utilizado com o objetivo de emagrecimento. Trata-se de remédios de uso controlado, indicados para o tratamento da depressão e outras condições de saúde mental, e seu uso deve sempre ocorrer com prescrição e acompanhamento profissional.
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É possível emagrecer mesmo tomando antidepressivo?
A boa notícia é que o emagrecimento é possível mesmo com o uso de antidepressivos, desde que haja um ajuste de hábitos, já que o metabolismo nem sempre é alterado.
Se você precisa tomar medicamentos antidepressivos, mas não quer ganhar peso, existem algumas estratégias podem ajudar, como:
- Alimentação equilibrada: evitar alimentos ultraprocessados e priorizar uma dieta rica em proteínas, fibras e gorduras saudáveis;
- Prática de exercícios: atividades físicas regulares auxiliam na manutenção do peso e na saúde mental;
- Monitoramento médico: relatar qualquer mudança significativa no peso ao seu médico é importante para ajustar o tratamento;
- Uso de testes farmacogenéticos: personalizar o tratamento para saber qual o medicamento mais adequado para o seu organismo e assim, poder evitar o ganho de peso descontrolado.
Testes farmacogenéticos: uma solução personalizada
Uma solução inovadora para minimizar os efeitos colaterais dos antidepressivos é o teste farmacogenético.
Esse tipo de teste é usado para entender como o seu corpo reage a diferentes medicamentos, e a partir disso, é possível ajustar dosagens e escolher as melhores medicações para o seu perfil genético.
Desse modo, você e o seu médico podem encontrar uma opção de antidepressivo que tenha menos impacto no peso, sem comprometer os benefícios para a saúde mental.
No Brasil, a GnTech é referência quando o assunto são testes farmacogenéticos e personalização do tratamento, ajudando pacientes e médicos a tomarem decisões mais individualizadas.
O principal benefício é a possibilidade de identificar quais medicamentos têm maior probabilidade de funcionar para cada caso e com menos reações adversas. Por isso, os testes farmacogenéticos são grandes aliados no tratamento da depressão e de condições de saúde mental.
Antidepressivo engorda? Como tratar sem comprometer seu bem-estar
Como ficou claro ao longo deste artigo, nem todo antidepressivo engorda: o efeito é individual e controlável, e a resposta ao tratamento, bem como os efeitos colaterais, varia de paciente para paciente.
O importante é ter acompanhamento médico durante toda a terapia e, se possível, lançar mão da farmacogenética para ajudar a reduzir efeitos colaterais indesejados, como o temido ganho de peso.
Os testes da GnTech são a solução ideal para quem quer personalizar o tratamento contra a depressão com menos risco de reações adversas.
Conheça nossos testes farmacogenéticos e saiba como eles podem te ajudar!
Perguntas frequentes sobre antidepressivo engorda
Ficou com alguma dúvida sobre o ganho de peso no tratamento com antidepressivos? Então veja se ela está respondida abaixo.
Sim, pois nem todo antidepressivo apresenta esse efeito colateral e as reações variam de paciente para paciente. Além disso, com ajustes na alimentação e na rotina dá para emagrecer mesmo usando um medicamento que altere o metabolismo e/ou aumente o apetite.
Não. Alguns antidepressivos não apresentam esse efeito colateral, como é o caso da fluoxetina, da bupropiona e da sertralina.
A duloxetina é um antidepressivo que inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, muito usado em depressão, ansiedade e dor crônica. Já a bupropiona é um inibidor da recaptação de noradrenalina e dopamina, usado em depressão e cessação do tabagismo.



