Escitalopram: para que serve, como funciona e quais cuidados é preciso ter
- Por Guido Boabaid
- 08/01/2026
- Tempo: 7 minutos
O escitalopram é um medicamento muito utilizado no tratamento de transtornos relacionados à saúde mental, como depressão, ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Este antidepressivo, que pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), atua no sistema nervoso central para aumentar os níveis de serotonina, um neurotransmissor muito importante para o equilíbrio emocional.
Embora seja uma opção terapêutica comum, a resposta ao tratamento com escitalopram pode variar conforme o perfil genético do paciente, influenciando a metabolização do medicamento, sua eficácia e a ocorrência de efeitos colaterais.
Se você deseja entender melhor como o escitalopram pode ser uma ferramenta no manejo dessas condições de saúde, continue a leitura.
Sumário
O que é escitalopram e para que serve?
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, utilizado principalmente para tratar condições como depressão, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Ele atua inibindo a recaptação de serotonina, um neurotransmissor relacionado ao humor e ao bem-estar, o que ajuda a restaurar o equilíbrio emocional.
Além do tratamento, o escitalopram também é indicado para prevenção de recaídas em pacientes com histórico de depressão ou ansiedade. Seu início de efeito costuma ocorrer entre 2 e 6 semanas de uso contínuo.
A prescrição do medicamento deve sempre ser feita por um profissional de saúde, com acompanhamento regular para monitorar a resposta e ajustar a dosagem conforme necessário.

Como o escitalopram funciona?
O escitalopram age inibindo a recaptação de serotonina nos neurônios do cérebro. Este hormônio é um neurotransmissor importante para a regulação do humor, e sua liberação prolongada contribui para melhorar os sintomas de ansiedade e depressão.
Confira como é o mecanismo de ação do medicamento:
- Inibição da recaptação de serotonina: aumenta a concentração da substância no cérebro;
- Melhora do humor e controle da ansiedade: indispensável para o manejo de diversas condições de ordem mental;
- Tempo até os primeiros efeitos: normalmente leva de 2 a 6 semanas para observar mudanças no comportamento.
Vale lembrar que o tempo necessário para o efeito terapêutico pode variar de pessoa para pessoa, embora espera-se que os primeiros sinais apareçam a partir da segunda semana de uso.
A metabolização do escitalopram também é muito importante na eficácia do tratamento. Variantes genéticas nos genes CYP2C19 e CYP3A4, que estão envolvidos nesse processo, podem afetar a quantidade de medicamento presente no organismo, alterando sua ação e potencialmente os efeitos colaterais.
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Considerações importantes sobre o escitalopram
Embora o escitalopram seja amplamente utilizado e bem tolerado por muitos pacientes, há algumas interações medicamentosas e contraindicações que devem ser observadas.
O uso concomitante com outros medicamentos que afetam a serotonina, como certos antidepressivos ou analgésicos, pode aumentar o risco de síndrome da serotonina, uma condição potencialmente grave.
Veja as principais considerações sobre o uso do escitalopram:
- Interações medicamentosas: evitar o uso com outros antidepressivos que afetam a serotonina;
- Contraindicações relativas: atenção em pacientes com problemas hepáticos ou renais;
- Síndrome da serotonina: risco aumentado se usado com medicamentos que também aumentam a serotonina.
A hiponatremia, que é o nível baixo de sódio no sangue, também pode ocorrer, principalmente em idosos, e, por isso, exige monitoramento regular.
Para garantir um tratamento seguro, a GnTech desenvolveu testes farmacogenéticos que permitem aos médicos ajustar a dose do medicamento com base na metabolização individual, proporcionando uma abordagem mais personalizada.
Como a pessoa fica quando toma Escitalopram?
Nos primeiros dias de uso de escitalopram, é comum que o paciente experimente efeitos iniciais como náusea, tontura e dor de cabeça. Com o tempo, esses sintomas tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento.
Em alguns casos, o paciente pode experimentar um certo amortecimento emocional, o que o médico pode interpretar como uma redução na intensidade de sentimentos, tanto positivos quanto negativos.
Esse efeito não é desejado por todos, e o ajuste da terapêutica pode ser necessária para otimizar a resposta ao medicamento. Além disso, a melhora gradual da ansiedade e do humor é observada, mas a resposta individual pode variar. Para garantir os efeitos desejados, o acompanhamento médico é indispensável.
Quais são os efeitos colaterais do escitalopram?
Os efeitos colaterais mais comuns do escitalopram incluem:
- Náusea;
- Cefaleia, ou seja, dor de cabeça;
- Insônia ou sonolência;
- Fadiga;
- Disfunção sexual, com a diminuição do desejo ou dificuldades de desempenho.
A intensidade e a ocorrência desses efeitos podem variar conforme o metabolismo individual, influenciado pela genética.
O escitalopram faz dormir?
O escitalopram pode causar tanto sonolência quanto insônia, dependendo da resposta do organismo individual. O medicamento ajuda a regular o sono, à medida que a ansiedade é controlada, enquanto outras podem experimentar dificuldades para dormir.
O horário da dose pode influenciar esses efeitos, e ajustes podem ser necessários para minimizar os distúrbios no sono.
O escitalopram não deve ser usado com o objetivo exclusivo de tratar problemas de sono, mas sim como parte de um tratamento para depressão ou ansiedade.
Como a GnTech contribui para o tratamento com Escitalopram
A GnTech oferece testes farmacogenéticos que avaliam como o corpo metaboliza diversos medicamentos usados para tratar a saúde mental, como o escitalopram.
Eles identificam variações nos genes responsáveis pela metabolização de medicamentos, permitindo ao médico determinar a dose mais apropriada para o paciente.
Com essa informação, é possível reduzir o risco de efeitos adversos e otimizar a resposta, ajustando a medicação conforme o perfil individual. Isso ajuda a minimizar tentativas e erros.
Escitalopram: por que a personalização faz diferença
Como vimos, o escitalopram é um recurso terapêutico muito utilizado no tratamento de condições como depressão e ansiedade, mas a resposta à terapêutica pode variar bastante entre os pacientes.
A farmacogenética, através de testes como os desenvolvidos pela GnTech, permite que médicos façam ajustes direcionados na dose e escolha de medicação, aumentando a segurança e a eficácia da conduta. Isso pode acelerar a melhora e trazer mais qualidade de vida aos pacientes.
Se você está considerando o uso de escitalopram, converse com seu médico sobre como a GnTech pode ajudar a otimizar o seu tratamento.
Perguntas frequentes sobre escitalopram
Aqui, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o uso deste medicamento. Confira!
O escitalopram ajuda a regular o humor, aliviando sintomas de depressão e ansiedade, mas a resposta pode variar entre as pessoas.
Ao interromper o uso de escitalopram repentinamente, podem ocorrer sintomas como ansiedade aumentada, tontura e irritabilidade, por isso é importante fazer a descontinuação sob orientação médica.
Evite combinar escitalopram com medicamentos que afetam a serotonina, como certos antidepressivos, analgésicos ou suplementos, para prevenir a síndrome da serotonina, uma reação adversa grave.



