Como Ivone recuperou sua identidade com o teste farmacogenético para depressão
- Por Dr. Guido Boabaid - CRM/SC 5432
- Tempo: 7 minutos
A história da Ivone com o teste farmacogenético para depressão revela uma jornada anterior marcada por tentativas, ajustes e desafios para encontrar um tratamento adequado. Como muitas pessoas, ela precisou lidar com as incertezas da resposta aos medicamentos.
Sua história também mostra como a farmacogenética pode acrescentar informações à avaliação médica ao analisar características genéticas relacionadas à reação medicamentosa. É dessa forma que a medicina personalizada busca apoiar decisões mais alinhadas às particularidades de cada paciente.
Acompanhe aqui a trajetória de Ivone, os desafios enfrentados durante o tratamento e veja como o teste farmacogenético contribuiu para uma mudança significativa na vida da paciente.
Sumário
A vida de Ivone antes do teste: sintomas, frustração e tentativa e erro
Ivone convive com o transtorno depressivo há mais de 30 anos. Nos últimos dois, passou a enfrentar sinais persistentes da doença, como apatia, fadiga, desânimo, negativismo, sono desregulado, coração acelerado, dormência, calafrios e perda de interesse em algumas atividades.
Na busca por melhora, ela passou por diferentes médicos e tentou tratamentos que não trouxeram a resposta esperada. Venlafaxina e desvenlafaxina fizeram parte dessa trajetória, mas, sem ajustes nas doses naquele período, não foram suficientes para controlar completamente o quadro:
“Vai no médico, vai no outro, faz tentativa de medicamento e nada resolvia. Eu não sentia vontade de fazer nada. Chegava do serviço, tomava meu banho, ia para a cama e simplesmente não levantava mais”.
Relatos como esse são muito comuns em pacientes com depressão, e mostram como a busca pelo tratamento adequado pode ser desgastante.
Embora cada caso da doença tenha características próprias, processos de tentativa e erro podem prolongar o sofrimento e impactar significativamente a qualidade de vida.
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TotalGene: o que o teste revelou no caso da Ivone
Ivone realizou o TotalGene, teste farmacogenético mais completo da GnTech, que utiliza uma coleta simples para analisar variantes genéticas relacionadas à resposta a medicamentos.
Antes de o resultado ficar pronto, uma mudança na dose já trouxe melhora, mas o quadro ainda não estava completamente controlado.
Com o laudo em mãos, a médica passou a contar com informações complementares para avaliar a resposta aos medicamentos, a tolerabilidade e possíveis ajustes.
O teste identificou uma alteração no gene MTHFR, levando à inclusão de metilfolato no tratamento. Além disso, houve a associação de dois medicamentos para reforçar a resposta terapêutica.
Três semanas depois, Ivone relatou uma melhora de 90%. Mas vale lembrar que esse resultado representa a experiência individual dela e não permite prever a resposta de outros pacientes.
“É outra vida. Voltei à minha vida, o que eu era há anos atrás.”
Por que a resposta aos antidepressivos varia entre pacientes?
A resposta aos antidepressivos pode variar por fatores clínicos, genéticos e metabólicos, além do histórico de tratamento, das interações medicamentosas e de características individuais.
Os principais fatores clínicos são: diagnóstico, outros medicamentos em uso, dose, adesão e condições associadas. Já a genética pode influenciar as proteínas e enzimas envolvidas na resposta aos medicamentos. No caso da Ivone, por exemplo, o teste identificou alteração no gene MTHFR.
Além disso, diferenças na metabolização podem fazer com que uma pessoa processe determinado medicamento mais rápido e tenha menor exposição, enquanto outra pode metabolizá-lo mais lentamente e apresentar maior risco de efeitos colaterais adversos.
A farmacogenética estuda justamente como essas variações no DNA podem influenciar a resposta do organismo aos medicamentos, contribuindo em resultados mais assertivos no tratamento personalizado.
O que a história da Ivone ensina sobre tratamento personalizado para depressão
A história da Ivone mostra como é importante considerar as características individuais quando a depressão não responde como esperado ao tratamento.
Sintomas persistentes, efeitos colaterais ou diferentes tentativas de medicamentos podem indicar a necessidade de uma investigação mais detalhada, sempre com acompanhamento médico.
Nesse contexto, o teste farmacogenético trás informações complementares sobre como o organismo tende a responder a determinados medicamentos.
Esses dados também ajudam a reduzir incertezas e apoiar a tomada de decisão médica, sem garantir um medicamento específico ou eliminar a necessidade de ajustes.
A própria Ivone resume essa experiência:
“A mensagem que eu digo é a seguinte: procure o médico e procure fazer o exame. Porque eu penso assim, eu poderia continuar na tentativa e erro, né? E através desse exame, deu um parâmetro para que lado tu poderias ir… através do exame, nós conseguimos um resultado excelente.”
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Como a GnTech ajudou Ivone a encontrar um tratamento mais personalizado
Depois de anos de tentativa e erro, Ivone escolheu a medicina personalizada e, com o TotalGene, passou a contar com dados complementares para que sua médica avaliasse seu tratamento de forma individualizada.
A partir disso, ela compartilhou uma melhora significativa e a sensação de voltar a ser quem era antes da doença.
Por isso, a GnTech, healthtech pioneira em farmacogenética no Brasil, atua em saúde mental, dor crônica, TEA e doenças complexas. Seus testes analisam características genéticas que podem influenciar a resposta do organismo aos medicamentos, apoiando decisões médicas mais personalizadas.
É importante lembrar que o exame não substitui consulta, diagnóstico ou acompanhamento médico.
Assim como a Ivone, você também pode melhorar a resposta ao seu tratamento. Converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar um teste farmacogenético.
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Perguntas frequentes sobre Ivone e o teste farmacogenético para depressão
É um exame que analisa variantes do DNA relacionadas à forma como o organismo pode responder e metabolizar determinados medicamentos.
O teste analisa variantes genéticas a partir de uma amostra biológica e fornece dados que podem apoiar decisões médicas sobre medicamentos e tratamento.
Serotonina, noradrenalina e dopamina estão entre os neurotransmissores relacionados à depressão, embora outros mecanismos também estejam envolvidos.



