Depressão em idosos: entenda por que o risco é maior na terceira idade
- Por Guido Boabaid
- 25/03/2025
- Tempo: 7 minutos
A depressão em idosos pode acontecer a partir de problemas que geralmente acometem a terceira idade, como o abandono familiar, a perda do papel social com a aposentadoria, a solidão e o falecimento de familiares.
Além disso, limitações físicas e outros fatores clínicos também influenciam esse quadro. O próprio processo de envelhecimento apresenta algumas características semelhantes aos sintomas desta doença.
Por esses motivos, o diagnóstico da depressão em idosos é complexo quando comparado ao de outras faixas etárias.
Então, é importante conhecer os sinais do transtorno depressivo em idosos, seus sintomas e alternativas de tratamento. A seguir, te explicamos tudo sobre esse assunto.
Sumário
Quais são os sinais de alerta para depressão em idosos?
Existe uma relação entre os casos de depressão em idosos e alguns fatores de predisposição, como a presença de doenças graves, limitações físicas, problemas do sistema nervoso central e doenças crônico-degenerativas que geram um ciclo de frustração em idosos.
Isso porque, em casos de alguma doença grave, o desgaste emocional que ela propicia afeta também a saúde mental.
Assim, alguns estudos, como o do Observatório de Oncologia, mostram que essa correlação é mais significativa em casos de câncer.
Além desse, outros destaques são: problemas do sistema nervoso central, complicações cardiopulmonares e doenças urogenitais.
Em seguida, as limitações físicas que podem acompanhar a chegada da terceira idade são outro fator que pode causar uma maior disposição à depressão. Isso porque, essa condição afeta a rotina e os costumes que esse idoso teve ao longo dos anos.
Além disso, algumas doenças crônico-degenerativas podem prejudicar drasticamente o dia a dia da pessoa, como artrite, osteoporose, hipertensão, coronariopatias e diabetes.
Com isso, um ciclo de frustração pode se instalar, o que abre portas para casos mais frequentes de depressão em idosos.
Quais são os sintomas da depressão em idosos?
Em geral, para o diagnóstico da depressão em um idoso, ele precisa apresentar, por pelo menos duas semanas, sintomas como:
- Tristeza persistente;
- Perda ou ganho de peso sem estar de dieta;
- Insônia ou sono excessivo;
- Apatia;
- Perda de interesse por atividades rotineiras;
- Agitação ou retardo psicomotor;
- Fadiga ou perda de energia;
- Sentimento de inutilidade ou de culpa;
- Alteração no apetite;
- Indecisão ou dificuldade de concentração;
- Pensamentos de morte ou tentativa de suicídio.
Ainda, por suas semelhanças, é necessário ter atenção e saber diferenciar os sintomas da depressão daqueles que são comuns à chegada da velhice.
Por exemplo, é natural que idosos tenham um sono mais leve e fragmentado. Entretanto, se a insônia e a fadiga forem excessivas, podem ser indicativos de alerta.
Da mesma forma, a perda de apetite ocasional pode ser normal, mas, se acompanhada de perda de peso significativa e aversão à comida, podem ser sinais de depressão.
Por isso, o acompanhamento desses sintomas deve ser feito sempre por um profissional da saúde, como um psicólogo ou psiquiatra.
Quais são as principais causas de depressão no idoso?
A depressão é uma doença multifacetada e, geralmente, não existe apenas uma única causa para seu surgimento. Por isso, separamos seus motivos entre fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Sobre as motivações biológicas, alguns exemplos são:
- Alterações químicas no cérebro;
- Doenças crônicas;
- Uso de medicamentos;
- Mudanças hormonais;
- Genética.
Já entre os fatores psicológicos, temos:
- Luto;
- Perda de autonomia;
- Baixa autoestima;
- Distúrbios do sono, como narcolepsia, insônia ou apneia do sono.
Por fim, alguns aspectos sociais que podem contribuir para casos de depressão em idosos são:
- Dificuldades financeiras;
- Falta de apoio familiar;
- Aposentadoria;
- Isolamento social.
Assim, em geral, a depressão acontece quando dois ou mais destes fatores se combinam.
Qual é a melhor forma de tratar a depressão em um idoso?
O tratamento da depressão em idosos acontece por meio da combinação de métodos e abordagens, com foco na saúde completa do indivíduo, com o uso de medicamentos, tratamento psicológico e outras atividades
Geralmente, é feito o uso de medicamentos psiquiátricos, com psicoterapia, acompanhamento médico e terapias ocupacionais, como estímulo para realizar atividades físicas que retomam o prazer de viver.
O idoso pode optar por aulas de dança, trabalhos manuais, corais, grupos de passeio e qualquer outra atividade que o distraia e o faça sentir reintegrado a ambientes sociais.
Por fim, o apoio da família também influencia no sucesso no tratamento.
Ainda, para auxiliar na escolha da melhor estratégia, principalmente quando envolve medicamentos, os testes farmacológicos podem ajudar. A personalização dessa estratégia para saber qual a dose certa a tomar, é uma forma de garantir que o tratamento seja confortável e que a saúde do idoso seja priorizada.
O papel da farmacogenética no tratamento da depressão em idosos
Nos casos em que é necessário o tratamento com medicamentos para a depressão em idosos, o teste farmacogenético é uma ferramenta estratégica. Isso porque, o exame analisa como os genes do paciente impactam no desempenho dos principais fármacos em relação ao metabolismo, toxicidade e resposta.
Com essas informações, é possível evitar o uso de medicamentos que não geram resultados, reduzir os efeitos colaterais e evitar dosagens acima do necessário.
Em casos de depressão, a GnTech oferece os seguintes testes farmacogenéticos que analisam medicamentos psiquiátricos:
- PsicoGene Select, que analisa 130 fármacos e 18genes, incluindo medicamentos antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos e psicoestimulantes;
- PsicoGene Pro, que analise 120 fármacos e 33 genes, incluindo medicamentos para depressão, ansiedade, TDAH, bipolaridade, síndrome do pânico, TEA e outras condições;
- TotalGene, que além de analisar todos os medicamentos do PsicoGene, abrange fármacos usados em pacientes cardíacos, oncológicos e de infectologia, podendo guiar o tratamento de outras especialidades também.
Assim, essas alternativas ajudam a guiar o tratamento de depressão em idosos e garantir resultados com um tratamento personalizado.
A importância do cuidado especializado na saúde mental do idoso
Segundo dados do IBGE, a depressão atinge 10,2% das pessoas com 18 anos ou mais de idade. Dessas, a faixa etária mais afetada é a dos idosos entre 60 e 64 anos (13,2%). Além disso, entre 2013 e 2023, a incidência de depressão em idosos com mais de 75 anos aumentou 48%.
Esses números reforçam a importância de cuidar da saúde das pessoas na terceira idade com prioridade e atenção.
Para garantir a qualidade de vida, uma opção é apostar em diagnóstico precoce e iniciativas de medicina personalizada.
Aqui, os testes farmacogenéticos são aliados por ajudar a oferecer aos idosos um tratamento mais efetivo e com menores efeitos colaterais.
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Perguntas frequentes sobre depressão em idosos
Tire todas as suas dúvidas sobre questões comuns envolvendo depressão em idosos.
Um idoso com depressão costuma apresentar sintomas persistentes de tristeza, falta de motivação, isolamento social, dificuldade para se alimentar.
A depressão em idosos pode surgir por diversos motivos, como isolamento social, luto, doenças crônicas, e transtornos de personalidade.
Para ajudar um idoso com depressão, o primeiro passo é buscar ajuda profissional, de um médico ou psicólogo.
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