Como identificar os sinais do burnout masculino no trabalho
- Por Larissa Speck
- Tempo: 8 minutos
O burnout masculino é um problema que cresce cada vez mais, e frequentemente é silencioso. Entre os homens, os sintomas do burnout costumam se manifestar por irritabilidade, queda de desempenho, isolamento social, queixas físicas e resistência em buscar ajuda.
Nesse contexto, a prevalência da depressão também é bastante alta.
Para piorar, muitos homens só iniciam o tratamento quando o estágio já está muito avançado, e isso implica muitas trocas de medicação, baixa adesão e um impacto na vida profissional maior.
Felizmente, existe uma alternativa que pode contribuir para a melhora da qualidade de vida e do tratamento desde o início: os testes farmacogenéticos.
Neste artigo, vamos explicar no que consiste o burnout masculino, quais são os principais sinais, qual é o impacto dessa condição no trabalho e como a farmacogenética pode auxiliar no tratamento. Acompanhe.

Sumário
O que é burnout em homens?
A Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional relacionado ao trabalho. Ela é marcada por sintomas como exaustão emocional extrema, estresse crônico e esgotamento físico e mental.
Num contexto masculino, é comum que o burnout apareça mascarado por agressividade, impaciência e hiperfoco no trabalho, o que dificulta o reconhecimento precoce e, por conseguinte, atrasa o início do tratamento adequado.
A saúde mental masculina é frequentemente negligenciada. A sociedade ainda enxerga os homens como provedores, que não podem demonstrar fragilidade ou pedir ajuda. O resultado disso não poderia ser outro: burnout e depressão.
Quais são os 3 pilares do burnout?
Os três pilares do burnout são:
- Exaustão emocional;
- Despersonalização;
- Baixa realização profissional.
A exaustão emocional é a sensação de estar “esgotado por dentro”, sem energia psíquica para lidar com demandas do trabalho e da vida. Nesse contexto, o paciente sente cansaço profundo, irritabilidade, perda de motivação e dificuldade de se recuperar mesmo após descansar.
Em geral, é o primeiro sinal a aparecer: a rotina passa a ser pesada demais, atividades simples parecem desafiadoras e há sensação de estar “no limite” o tempo todo, com maior risco de ansiedade, insônia e sintomas físicos ligados ao estresse.
A despersonalização, por sua vez, é um afastamento afetivo e mental do trabalho e das pessoas ligadas a ele, como colegas, clientes, pacientes ou alunos. A pessoa que sofre disso passa a agir de forma mais fria, cínica, impaciente ou indiferente, como se “desligasse” para se proteger.
Isso costuma se manifestar em comentários sarcásticos, desumanização do outro, perda de empatia e sensação de estar funcionando no automático, apenas “cumprindo tabela”, muitas vezes acompanhada de isolamento social e distanciamento emocional.
Por fim, a baixa realização profissional é a percepção de que o próprio trabalho não tem valor ou sentido. Ela costuma vir junto com sentimentos de incompetência, fracasso e ineficácia. A pessoa sente que não entrega o suficiente, duvida das próprias capacidades e passa a não ter mais orgulho daquilo que faz.
Quem tem burnout tem depressão?
O burnout e a depressão não são a mesma condição clínica, mas podem coexistir. Na verdade, na maior parte dos casos o burnout aumenta o risco de desenvolver o transtorno depressivo, principalmente quando não é devidamente tratado.
A depressão masculina, em especial, costuma se manifestar por:
- Irritabilidade constante;
- Abuso de álcool;
- Somatização;
- Isolamento.
O adoecimento mental pode ter consequências graves, por isso, é importante identificar o problema precocemente e começar com o tratamento o quanto antes, sem negligenciá-lo.
O burnout tem cura?
O burnout tem tratamento e possibilidade real de recuperação, sobretudo quando é identificado precocemente. A reversão do quadro deve contar com o afastamento temporário do trabalho quando necessário, bem como acompanhamento psicológico, avaliação psiquiátrica e reorganização das condições de trabalho.
No caso dos homens, o início tardio do cuidado pode prolongar a recuperação, aumentar a necessidade de trocas de medicação, que geralmente consiste em antidepressivos e ansiolíticos, e dificultar a adesão ao tratamento do burnout.
Daí a necessidade de intervenções assertivas e do apoio da medicina personalizada para melhorar a saúde mental masculina.
Confira o depoimento do Paulo, que sofreu de burnout por três anos e usou o teste da GnTech para apoiar o seu tratamento e se ver livre do transtorno:
O que a CLT diz sobre burnout?
A legislação trabalhista reconhece o burnout como uma doença ocupacional. Os direitos trabalhistas dos pacientes que atuam em regime CLT são o afastamento do trabalho, mediante atestado médico, e o auxílio-doença, nos casos aplicáveis.
Para tanto, contudo, é necessário ter um diagnóstico formal e acompanhamento médico, já que isso garante o respaldo legal e assegura que os direitos trabalhistas serão respeitados.
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Como identificar o burnout e a depressão masculina e como essas condições influenciam a produtividade
Os principais sinais do burnout masculino e da depressão são os seguintes:
- Redução de foco nas atividades profissionais;
- Queda da produtividade no trabalho;
- Erros frequentes;
- Conflitos interpessoais;
- Irritabilidade;
- Absenteísmo.
Tudo isso impacta negativamente o desempenho profissional e, nesse contexto, muitos acabam cometendo um grande erro: tentar “compensar” essa queda de rendimento com mais trabalho, o que pode agravar o quadro.
Mas, além de prejudicar a carreira do paciente, esses transtornos também afetam a qualidade de vida, o que só reforça a necessidade de buscar diagnóstico e tratamento o mais breve possível.
Farmacogenética no contexto do burnout masculino
Os homens frequentemente iniciam o tratamento de forma tardia, o que aumenta a necessidade de trocas de antidepressivos e o risco de efeitos colaterais. No tratamento do burnout, são indispensáveis uma boa avaliação psiquiátrica, a adesão à psicoterapia e a adoção de estratégias individualizadas, como, por exemplo, o apoio da farmacogenética.
Fazer um teste farmacogenético nesse contexto pode trazer inúmeros benefícios e contribuir para que o médico encontre o tratamento mais adequado ao perfil do paciente. Isso porque esse tipo de teste analisa o perfil genético, e pode revelar a necessidade de uma troca de medicamento, quais medicamentos requerem ajustes de dosagem ou quais têm maior probabilidade de causar efeitos adversos no organismo.
O PsicoGene Pro da GnTech, por exemplo, utiliza uma tecnologia avançada de genotipagem, que identifica detalhadamente no seu DNA as alterações genéticas que estão associados ao metabolismo, toxicidade e à resposta frente aos medicamentos, permitindo trocas e ajustes de dosagem com maior precisão.
Confira abaixo o vídeo explicativo sobre o teste:
Burnout masculino no trabalho: a medicina personalizada pode reduzir impactos
Como vimos, o burnout masculino pode trazer muitos transtornos, mas, felizmente, tem tratamento, que pode ser potencializado com a farmacogenética e uma conduta individualizada.
Isso acontece porque a variabilidade genética influencia a resposta a medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos usados no tratamento do burnout e de outras condições de saúde, como depressão e ansiedade.
O teste farmacogenético da GnTech é uma ferramenta que auxilia os médicos na escolha de medicamentos mais compatíveis com o perfil genético do paciente, favorecendo maior assertividade, melhor tolerabilidade e menor impacto do adoecimento mental na vida profissional.
Conheça o Psicogene Pro da GnTech e cuide da sua saúde mental com quem é especialista no assunto!
Perguntas frequentes sobre burnout masculino
Ainda tem alguma dúvida? Então confira se ela está respondida abaixo.
De acordo com os estudos mais recentes, as mulheres, em média, sofrem mais com burnout do que homens, tanto em prevalência quanto em intensidade relatada.
Não há um exame específico. O diagnóstico é clínico, feito por psicólogo ou psiquiatra, a partir de uma entrevista detalhada sobre sintomas, contexto de trabalho e histórico de saúde, da observação da tríade de burnout (exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional) e do uso de questionários padronizados.
A medicação frequentemente utilizada para tratar burnout são antidepressivos e ansiolíticos, que devem ser prescritos por um psiquiatra e exigem acompanhamento médico.





