Síndrome de Burnout: mitos e verdades

por Guido Boabaid
12/05/2023 30/01/2024

Exaustão extrema, estresse e desgaste relacionado à situações do trabalho. Estamos falando da Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional que vem sendo cada vez mais comentado e que vem acometendo muitos trabalhadores.

Segundo dados do International Stress Management Association (ISMA-BR), o Brasil já ocupa o segundo lugar no ranking mundial. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o Burnout e incluiu essa síndrome na lista de doenças ocupacionais.

Portanto, não é um assunto que apenas circula pelo Linkedin e nas demais redes sociais. A síndrome necessita de tratamento e na mudança de alguns hábitos relacionados à saúde física e mental.

Neste post, você irá esclarecer os principais mitos e verdades relacionados à síndrome de Burnout. Acompanhe!

Relembre o que é a Síndrome de Burnout

Também conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional, ela é oficializada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. A doença atinge profissionais que trabalham com alta carga horária e muita responsabilidade. Assim, é mais comum em pessoas que possuem jornadas duplas.

O uso popular do termo Burnout surgiu pela primeira vez em um romance de Greene de 1961, A Burn-Out Case. O livro conta a história de um arquiteto espiritualmente atormentado e desiludido deixa o emprego e se retira para a selva africana.

Até mesmo textos anteriores, tanto ficcionais quanto não ficcionais, descreviam fenômenos semelhantes, incluindo fadiga extrema e a perda de idealismo e paixão pelo trabalho. Além disso, a importância do Burnout como um problema social que foi identificado por profissionais e comentaristas sociais muito antes de se tornar foco de estudo sistemático por pesquisadores.

Na psiquiatria, o termo começou a ser utilizado pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger, em 1974, para descrever o problema que ele e seus colegas enfrentavam. A síndrome é bastante recorrente em quem trabalha na área médica, especialmente profissionais que atuam em hospitais, com turnos extensos.

Sensação de incompetência, depressão e ansiedade e esgotamento profissional são alguns dos sintomas mais comuns.

Saiba mais sobre a Síndrome de Burnout.

Síndrome de Burnout: 6 mitos e verdades 

Acompanhe a seguir os principais mitos e verdades sobre o assunto.

1. O Burnout acontece uma vez só, como um surto – MITO

A doença passa por 2 estágios principais, sendo o primeiro um estresse “positivo” e que causa motivação, o segundo, que é o estresse negativo que causa a sensação de não dar conta de tudo, o terceiro, que é a exaustão junto de sintomas físicos, e por fim o quarto, que é quando a exaustão ultrapassa seu limite e dá a origem ao Burnout em si.

2. Existe prevenção contra o Burnout – VERDADE

A boa notícia é que através da psicoterapia e de fatores como boas noites de sono, alimentação física, prática de exercícios físicos, bem como cuidados com a saúde mental, é sim possível prevenir o Burnout.

3. A síndrome não acontecia antigamente – MITO

A síndrome de Burnout sempre existiu, a diferença é que assim como outras doenças mentais acaba sendo vista como contemporânea. Porém, o trabalho exaustivo sempre existiu.

O que acontece é que nos tempos atuais a psicologia está mais desenvolvida e também há um interesse maior das pessoas em se informarem mais sobre questões relacionadas à saúde mental.

4. Burnout e depressão são distúrbios diferentes – VERDADE

Sim! A depressão pode ser apenas um sintoma do Burnout. Assim, uma pessoa pode tanto ter Burnout e ter sintomas de depressão, ou não. Ou seja, são duas condições diferentes.

5. O tratamento sempre envolve medicação – MITO

Os medicamentos são apenas uma das opções para o tratamento da doença, no entanto, seu uso vai depender de cada caso, o qual deve ser avaliado por um psiquiatra de confiança que avalie o nível da síndrome e histórico do paciente.

6. Para resolver é só trabalhar menos – NEM SEMPRE!

É claro que reduzir o número de horas dedicadas ao trabalho faz parte do tratamento da síndrome de Burnout, porém, também há outros fatores importantes a serem levados em consideração como por exemplo:

  • ambiente de trabalho;
  • cultura da empresa;
  • psicoterapia;
  • mudança de hábitos (sono, alimentação, atividade física, etc);
  • tempo de qualidade para descansar e também realizar hobbies e atividades de lazer.

Esperamos ter te ajudado com esse conteúdo. Fique de olho no nosso blog para ficar por dentro de todos os assuntos relacionados à saúde e bem-estar.

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